Muito se fala de tripofobia mas pouco se explica.


Muito se fala de tripofobia mas pouco se explica. O termo surgiu em 2005. Essa doença ou condição não é reconhecida no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria ou da literatura científica, mas milhares de pessoas afirmam que possuem um medo patológico, aversão ou repugnância de objetos com padrões irregulares de furos, tais como colmeias, formigueiros e sementes de lótus.


A pesquisa é recente e limitada a Arnold Wilkins e Geoff Cole, que alegam serem os primeiros a investigar cientificamente, e acreditam que a repulsa não é baseada em um medo influenciado por fatores culturais. Wilkins e Cole sugerem que a aversão tenha origem de ancestrais, pois as imagens se assemelham a vermes que geram inflamações ao penetrar no corpo da pessoa, sendo uma forma evolutiva para se adaptar a algo que possa causar doenças.






Em uma de suas pesquisas, exibiram fotos de sementes de lótus a 286 adultos com idades entre 18 e 55 anos: 11% dos homens e 18% das mulheres descreveram a imagem como “desagradável ou repulsiva”, mostrando evitação, indício de fobia. No entanto, a tripofobia não é desencadeada por qualquer sequência de buracos. Segundo Cole e Wilkins, as imagens consideradas desconfortáveis geralmente obedecem a um padrão visual.
Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte dos transtornos de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. O tratamento mais indicado é a psicoterapia.
Esse transtorno ganhou o nome de “tripofobia”, que é a junção da palavra fobia (que vem do grego phóbos e significa medo) com o prefixo tripo (do grego trypo, que significa perfurar ou fazer buracos). De acordo com o siteTrypophobia.com, a condição consiste em um “tipo estranho de fobia e pode ser generalizada como um medo de padrões geométricos. Estamos falando especificamente de padrões criados pela natureza”.

Até então, não se acreditava que a aversão a buracos pudesse ser uma fobia. Uma prova disso é que o transtorno ainda não foi listado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Porém, recentemente um estudo realizado pelos cientistas Geoff Cole e Arnold Wilkins, ambos da Universidade de Essex, procurou explicar as origens desse medo.
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Michel Belli

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