O edifício Joelma, atualmente denominado edifício Praça da Bandeira, é um prédio que fica na cidade de São Paulo e foi inaugurado em 1971. Com vinte e cinco andares, sendo dez de garagem, localiza-se no número 225 da Avenida Nove de Julho, com outras duas fachadas para a Praça da Bandeira, na lateral, e para a rua Santo Antônio, nos fundos.  O terrível acidente completou 42 anos.


Tornou-se conhecido nacional e internacionalmente quando, em 1 de fevereiro de 1974, um incêndio provocou a morte de 191 pessoas e deixou mais de 300 feridas.

Na manhã do dia 1, um funcionário ouviu um ruído de vidros sendo quebrados, proveniente de um dos escritórios do 12º andar. Foi até lá para verificar e constatou que um aparelho de ar condicionado estava queimando. Em seguida foi correndo até o quadro de luz daquele piso para desligar a energia, mas ao voltar encontrou fogo seguindo pela fiação exposta ao longo da parede.


As cortinas se incendiaram rapidamente e o incêndio começou a se propagar pelas placas inflamáveis do forro. O funcionário correu para apanhar o extintor portátil, mas ao chegar não conseguiu mais adentrar à sala, devido à intensa fumaça. Então ele subiu as escadas até o 13º andar, alertou os ocupantes e ao tentar voltar ao 12º pavimento, encontrou densa fumaça e muito calor.




A partir daí o incêndio, sem controle algum, tomou todo o prédio. Foram feitas várias viagens com os elevadores enquanto o oxigênio permitiu, salvando dessa forma muitas pessoas. No final, uma ascensorista, na tentativa de salvar mais vidas, prosseguiu, mas como a fumaça havia piorado, ficou sem oxigênio e acabou falecendo no 20º andar.


Muitos acreditam que os espíritos das pessoas mortas no incêndio vagueiam pelo prédio até os dias de hoje.


Uma das tragédias desse incêndio que mais impressionou, foi o fato de que (13) treze pessoas tentaram escapar por um elevador, não conseguindo, e morrendo carbonizadas em seu interior, sendo que devido ao estado dos cadáveres, os corpos não foram identificados, pois naquela época ainda não existia a análise de DNA, sendo então enterrados lado a lado no Cemitério São Pedro, localizado na Av. Francisco Falconi, 837, Vila Alpina em São Paulo. 

Os corpos deram origem ao mistério das Treze Almas, e a elas são atribuídos milagres, ficando conhecidas como as 13 Almas não identificadas. As sepulturas atraem centenas de curiosos, principalmente às segundas-feiras, dia das almas. 

Ao lado das sepulturas, foi construída a “Capela das Treze Almas”, onde diariamente muitos visitantes fazem suas preces agradecendo à Deus pelas graças alcançadas e também fazendo seus pedidos. Pessoas já ouviram gemidos e choros misteriosos no local.

Em 1979, um filme com o roteiro baseado nas cartas psicografadas por Chico Xavier creditadas à uma das vítimas do Joelma também ganhou contornos sobrenaturais. Durante as filmagens do longa “Joelma, 23º andar”, membros da equipe relataram ruídos misteriosos, refletores caindo sem motivo aparente e até o registro “sobrenatural” em uma fotografia.


Antigos Mistérios

Antes do terrível incêndio que matou quase 200 pessoas em 1974, o Edifício Joelma, já havia sido assolado por um caso macabro de assassinato, seguido de suicídio. 

Outra lenda diz que o terreno do Joelma serviu como um “local de castigo” para escravos indisciplinados que trabalhavam na região entre os séculos XVIII e XIX. Negros teriam sido torturados até a morte, gerando a primeira série de mortes no local, considerado por muitos como amaldiçoado.

As mortes violentas provocadas pelas chamas logo contribuíram para o surgimento de histórias envolvendo a presença de espíritos inquietos nos corredores do prédio.

Diversos parapsicólogos vão ao edifício, na tentativa de estudar os fenômenos paranormais pertinentes ao lugar que sempre foi tido como um dos lugares de energia e vibração mais pesadas no país. Casos e histórias de gritos e murmúrios na região são constantemente evidenciados. 

 Túmulos das "Treze Almas" no Cemitério São Pedro.

 Túmulos das "Treze Almas" no Cemitério São Pedro.

Placas e Cartazes com Agradecimentos pelas Graças Alcançadas junto aos Túmulos das "Treze Almas" no Cemitério São Pedro.

Um dos Túmulos das "Treze Almas" no Cemitério São Pedro
Pode-se observar o "Copo com Água" existente sobre o túmulo, deixado por visitantes.

Cristo junto aos Túmulos das "Treze Almas" no
Cemitério São Pedro.

Área reservada aos Túmulos das "Treze Almas" no
Cemitério São Pedro.

 Capela das "Treze Almas" no Cemitério São Pedro.

Recorte de Jornal com o incêndio do Joelma, existente dentro da Capela das "Treze Almas" no Cemitério São Pedro

O Caso do Escritório de Advocacia

"Em um escritório da advocacia alugado pouco tempo após a re-inauguração, uma assistente ficou até mais tarde para organizar os documentos deixados no final do expediente.
Como já era tarde da noite, e devido a existência de muitas salas ainda vazias e sem utilização, o prédio mantinha um silêncio sombrio e assustador.
Isso em conjunto com as lembranças do incêndio que ocorreu no passado, produzia um ambiente ainda mais assustador.
Em certo momento a assistente ouviu um barulho na ante-sala do escritório, como se a porta tivesse sido aberta.
Quando ela foi olhar, a porta estava fechada, como havia estado antes.
Então ela imaginou que fosse uma outra porta em outra sala do mesmo andar que havia gerado aquele ruído.

Instantes depois ela ouviu o barulho novamente, e quando se voltou, viu um vulto de uma mulher passando pela ante-sala.
Ela se assustou chegando a dar uma grito.
Foi observar novamente e não havia ninguém no local, apenas ela. Rapidamente ela pegou suas coisas, e saiu do escritório.
Quando foi trancar a porta, novamente ela viu o vulto de uma mulher no fundo do corredor, desaparecendo em seguida.
A assistente rapidamente deixou o edifício e tempos depois se demitiu, pois havia a necessidade de ficar em alguns dias até mais tarde e ela não concordou com a solicitação, temendo ver aquele vulto novamente ou algo ainda pior ".

O Caso do Motorista de Entregas

"Havia chegado com minha perua Kombi no sub-solo do "Edifício Praça da Bandeira", para entrega de algumas encomendas, isso aproximadamente às 20:00' horas.
Estacionei como de costume, sendo que meu ajudante retirou as encomendas da perua para entregá-las no local solicitado.
Permaneci então ali dentro da perua sozinho, aguardando o retorno do ajudante para irmos embora.
Algum tempo depois, como que por espanto, vi surgir no fundo do estacionamento uma mulher vestida toda de branco, sendo que ela veio se deslocando em direção à minha perua.

Nesse momento notei que ela não estava caminhando, e sim flutuando a alguns centímetros do chão, indo em direção à outra parede do estacionamento, desaparecendo em seguida.
Saí então da perua e subi até o andar onde estava meu ajudante, e contei para ele o acontecido, saindo em seguida rapidamente do edifício.
Hoje evito de todas as maneiras fazer entregas à noite naquele local".

Segundo depoimentos de testemunhas, muitos outros fatos sobrenaturais ocorreram e ainda ocorrem no Edifício "Praça das Bandeiras" (antigo Joelma), pegando de surpresa as pessoas mais desavisadas.

Volquimar Carvalho dos Santos

Volquimar Carvalho dos Santos

A professora Volquimar Carvalho dos Santos, 21 anos, trabalhava no setor de processamento de dados de um banco que funcionava no 23º andar do Edifico Joelma. Ela era funcionária da empresa havia um ano e meio.
O irmão dela, Álvaro, trabalhava no 10º andar do mesmo prédio.
A família de Volquimar é espírita. Ao ser dado o aviso de incêndio, Volquimar e outras quatro companheiras tentaram fugir pela escada, mas quase foram atropeladas pelos funcionários desesperados que tentavam se salvar.
Elas correram para a cobertura do prédio, mas acabaram morrendo por asfixia. Álvaro, irmão de Volquimar, sobreviveu ao incêndio.
Álvaro localizou o corpo da irmã no IML horas depois do incêndio ter terminado.
Meses depois, Volquimar enviou uma mensagem psicografada para a mãe através do médium Chico Xavier.
Na mensagem ela contava como tinha sido os seus últimos minutos de vida. 
Leia a mensagem psicografada abaixo!

Carta de Volquimar Carvalho dos Santos

Querida mãezinha, meu querido Álvaro(1). Primeiro a bênção que peço a Deus em nosso auxílio e a bênção que rogo à querida mamãe para que as forças não faltem, agora que tomo o lápis com o auxílio de meu avô(2) para escrever.
Não sei explicar a emoção que me controla todos os pensamentos. É como se voltasse todo o quadro de meses antes à memória.
Tudo me sensibiliza em excesso, tudo me faz recuar para rever o que devo contemplar em mim própria com serenidade. E parece um sonho, mamãe, estarmos juntas, através das letras no entendimento desejado. Não mais o cartão do alfabeto(3) em que os movimentos vagarosos demais nos impedem a idéia de correr como desejamos.
Aqui, é alma para alma nas palavras que anseio impregnar de amor sem conseguir. Peço-lhe não chorem mais o que ficou para trás no tempo, por expressão das Leis Divinas em forma de sofrimento.
Embora isto, sei que a senhora e os nossos pedem notícias. Como foi o inesperado? Muito difícil a revisão. Tudo aconteceu de repente, como se devêssemos todos naquela manhã obedecer, de um modo só, a ordem que vinha do mais Alto, a fim de que a gente trocasse de vida e corpo.
Quando recebi o impacto da notícia do fogo, o tumulto fora da sala não era pequeno. O propósito de fazer com que o trabalho rendesse, habitualmente, nos isolava dos ruídos exteriores. E o tempo de preservação possível havia passado. Atendi automaticamente ao impulso que nascia nos outros companheiros – descer à pressa. E fizemos isso. Elevadores não mais podiam aguardar-nos. A força elétrica sofrera a queda compreensível.
Esforcei-me por atingir algum meio para a descida, mas isso se fazia impraticável. Com alguns poucos que me podiam ouvir, subimos apressadamente para os cimos do prédio. A esperança nos helicópteros estava em nossa cabeça, mas era muito difícil abraçar tantos para o regresso à rua com recursos tão poucos. Entendi tudo e orei. Orei como nunca, lembrando toda a vida num momento só, porque os minutos de expectativa eram para nós um prolongado instante de expectativa sempre menor. Tudo atravessei com a prece no coração. E posso dizer a você, mãezinha querida, que um brando torpor me invadiu, pouco a pouco...
O calor era demasiado para que fosse sentido por nós, especialmente por mim com minudências de registro. Compreendi que não estávamos à beira de uma libertação para o mundo e sim na margem da Vida Espiritual que devíamos aceitar com fé em Deus. E aceitei. Os Amigos Espirituais, destacando-se meu avô Álvaro, comigo durante todo o tempo, não me deixaram assinalar quaisquer violências, naturais numa ocasião como aquela, da parte daqueles que nos removiam do caminho em que se acreditavam no rumo da volta que não mais se verificaria.
Lembrando nossas preces e nossas conversações em casa, procurei esquecer as frases de desespero que se pronunciavam em torno de mim. Essa atitude de prece e de aceitação me auxiliou e me colocou em posição de ser socorrida.
Mais tarde com algumas horas de liberação do corpo, é que despertei ao seu lado(4). Aquele amigo certo que hoje sei nele o meu avô e benfeitor de todos os dias, estava a postos, reconfortando-me..
Estava em meu próprio leito, refazendo energias, e por ele fui informada de que a ilusão de estar no corpo, precisava ser esquecida; que o nosso querido Álvaro, auxiliado por ele, me encontrara a forma física na instituição a que fôramos recolhidos, depois da luta enorme e que não me cabia agora, senão estar calma e forte para fortalecê-la.
Mas que pode se gabar de ser mais forte que os outros numa ocasião qual naquela em que nos vimos todos agoniados e alterados sem qualquer possibilidade de opção?
Chorei muito, mas Deus não nos abandona.
Por alguns poucos dias estive quase que constantemente ao seu lado, até dar-lhe a certeza de que devíamos estar em paz.
Meu avô e outros amigos me ajudaram e prossigo na recuperação necessária.
Os irmãos hospitalizados, os que se refazem dos choques, os que se reconhecem desfigurados por falta de preparação íntima na reconstituição da própria forma e os que se acusam doentes, são ainda muitos.
De minha parte, estou melhorando. Agradeço as suas preces e as orações de Volnéia e de Volnelita, do Álvaro(5) e dos nossos todos, sem esquecer a nossa querida Célia(6) e outras amigas. Todos os pensamentos de paz que me enviam são preciosos agentes de auxílio em meu favor.
Quanto posso, querida mamãe, e auxiliada por enquanto e sempre por amigos queridos daqui, volto ao nosso ambiente familiar. Nossas irmãs e os cunhados José e Wilson sempre amigos, nosso Álvaro, nossos queridos Flávio e Cristiano(7), com a sua imagem materna em meu coração, prosseguem comigo, como não podia deixar de ser.
Estou satisfeita por haver adquirido um apartamento mais compatível com as nossas necessidades(8). Fui eu mesma, com auxílio de meu avô e de outros benfeitores, quem lhe forneceu a idéia de aproveitarmos a ocasião para a compra.
A senhora, querida mamãe, não precisava hesitar quanto ao assunto(9); você sabia que o nosso ideal era sempre o de conseguir o dinheiro para uma entrada que aliviasse o futuro. E não diga mamãe que isso teria implicado na prova que atravessamos. De qualquer modo a sua filha terminara o tempo aí e, na essência, nós ambas sempre tivemos a certeza de que a minha existência seria curta na terra desta vez, em que aí estive(10). O fato de grifar as palavras “desta vez” me consola, pois isso dá a vocês a certeza de que estou em dia com a bênção da reencarnação, na lembrança do que aprendi.
Meu avô e nossos amigos Augusto e José Roberto estão aqui conosco. Agradeço as nossas queridas amigas Yolanda e Helena, Acácia e outras irmãs, pelo incentivo à confiança em Deus que estamos recebendo.
O amor é um milagre permanente. Por ele as afeições se multiplicam e os nossos corações sempre se escoram em novas esperanças para a vitória na vida.
Querido Álvaro, lembre-me como em nossos retratos felizes. Não me recorde desfigurada ou em situação difícil na qual você é induzido a lembrar-me. Querido irmão, atravessamos aquela sombra. Agora, tudo é luz e bênção; seja para a nossa querida mamãe, o que você sempre foi, um companheiro e uma bênção.
Comemoramos os aniversários de meu avô e meu que vocês marcaram com as nossas preces(11). Quero prosseguir escrevendo, mas não consigo.
Mamãe, continue forte e calma na fé. A morte não existe; o que existe é a mudança que, por vezes, quando imprevista, como foi o nosso caso, não é fácil de suportar.
Abraços aos meus pequenos filhos do coração. Não posso esquecer os sobrinhozinhos.
Nossos amigos Augusto e José Roberto(12), já treinados com o intercâmbio na escrita, estão me amparando. Queridas irmãs Yolanda, Helena e Acácia(13), agradeço muito. Querida mamãe, meu querido Álvaro, irmãos e irmãs do coração, Deus os recompense.
Mamãe, ouça-me dando notícias e recorde aqueles recados: Mãezinha, fique tranqüila; mãezinha, estou bem; mamãe, já cheguei do trabalho; mamãe, chegarei um pouco mais tarde. E esteja certa, querida mãezinha, de que com o beijo de todos os dias e carinho de todos os momentos, continua sendo sua, sempre sua, a filha que lhe entrega o próprio coração.

Hoje e sempre a sua


VOLQUIMAR

13 julho 1974


XAVIER, Francisco Cândido. Somos Seis [Espíritos Diversos]. São Bernardo do Campo, SP: GEEM, 1976. p.30-35.

Em 1979, a história de Volquimar se transformou no filme “Joelma, 23º andar”.
O roteiro é baseado nas cartas psicografadas por Chico Xavier que estão no livro “Somos Seis”.

Fatos estranhos ocorreram durante as filmagens, como ruidos misteriosos no local onde não havia ninguém, refletores que eram "derrubados", embora estivessem bem fixados, sendo que um dos fatos mais incríveis, foi a imagem de uma "pessoa" que não estava nas filmagens ao lado dos personagens em uma das cenas, indicando nitidamente ser um dos possíveis "Fantasmas do Edifício Joelma".

Cena do Filme: "Joelma - 23° Andar.

Nota-se nitidamente no canto direito a imagem de uma misteriosa "moça" observando a filmagem.
Nesta cena acima pode-se notar nitidamente à direita, a imagem de uma mulher de forma "transparente".
Quando visualizada esta imagem pelas pessoas que participaram das filmagens, todos ficaram espantados, pois não havia ninguém além dos atores no local da fotografia.

"Seria um dos "Fantasmas do Edifício Joelma"?

"O homem é um animal racional dotado de incrível capacidade de fazer loucura"

Veja abaixo um vídeo com detalhes impressionantes do dia do incêndio! 
Até a próxima aterradores!

Compartilhe:

Michel Belli

Poste um Comentário: