François Patrick Nogueira Gouveia - O esquartejador de Guadalajara


'Família foi dizimada', diz parente de mortos esquartejados na Espanha

Crianças de 4 e 1 anos, filhos de casal, também foram encontradas mortas.
Parentes perceberam semelhança pela imprensa e contataram o consulado.
19/09/2016

Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos na Espanha 

A família do casal e das duas crianças que foram encontrados esquartejados na Espanha já teve a confirmação da identificação dos corpos por meio do Itamaraty. As vítimas são os paraibanos Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo, de 39 anos, e os filhos deles, uma menina também paraibana, de 4 anos, e um menino que nasceu na Espanha, de 1 ano. "Foi uma família que foi dizimada", lamentou o cunhado da mulher, Eduardo Bráulio. Ele informou aos jornais que a família entrou em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Madri depois de ver a notícia do encontro dos corpos e perceber que as idades eram as mesmas dos parentes.

O Itamaraty informou que está acompanhando o caso, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Madri, e mantendo contato com as autoridades locais. Porém, em respeito à privacidade dos cidadãos brasileiros no exterior e em cumprimento à determinação das autoridades locais de que as investigações tramitem em segredo de justiça, o Itamaraty informou que não está autorizado a divulgar mais informações sobre o caso.

Eduardo explicou que Janaína também usava o sobrenome Diniz, nas redes sociais, por causa do pai. A família era de João Pessoa e tinha ido morar na Espanha há 3 anos, por conta de uma oportunidade de trabalho. Ele era gerente em um restaurante.

Depois que desconfiaram que os corpos encontrados poderiam ser deles, os familiares do casal entraram em contato, nesta segunda-feira (19), com o consulado, que apenas confirmou o crime e as identidades das vítimas. A família só deve conseguir mais informações por parte do consulado e documentações na terça-feira (20), conforme explicou Eduardo.

“A gente recebeu a notícia com muita tristeza. É tanto que eu que estou passando as informações para a imprensa, porque ninguém mais tem condições”, disse o cunhado de Janaína. Ele acrescentou que ninguém tem pistas do que pode ter acontecido.

Eduardo explicou que a família não percebeu que eles estavam desaparecidos porque era comum eles ficarem um tempo sem dar notícias, principalmente porque tinham mudado de casa recentemente. “Fazia um bom tempo que a gente não tinha contato. A gente achava que era porque eles tinham se mudado, porque estavam sem internet. Não desconfiamos no início. Às vezes acontecia eles ficarem sem comunicação”, disse.

Parentes informaram que o pai de Janaína teve um pico de hipertensão e passou mal ao saber da notícia. Ele foi encaminhado para um hospital particular de João Pessoa. Não há informação sobre o estado de saúde do idoso.

Entenda o caso

Os corpos do casal e das duas crianças foram encontrados esquartejados neste domingo (18), na casa onde eles moravam, a cerca de 60 km de Madri. Um porta-voz da Guarda Civil informou que os corpos esquartejados estavam em uma casa de Pioz, um povoado de menos de 4 mil habitantes próximo a Guadalajara, ao nordeste de Madri.

Os investigadores calculam que os corpos se encontravam na casa há cerca de um mês. As autoridades foram alertadas por um vizinho "que percebeu o odor" procedente da residência, segundo a polícia. Segundo a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram achados em bolsas de plástico fechadas com uma fita adesiva.

Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa da família. "A entrada não foi forçada, nem qualquer tipo de janela, porta, nada", indicou o porta-voz da Guarda Civil. Vários vizinhos entrevistados indicaram que a família alugava a casa e que foram pouco vistos desde que se mudaram para lá no final de julho.

"Temos a investigação sob segredo judicial e ainda não esclarecemos as causas. Parece que foi feito por profissionais", acrescentou o porta-voz. Apesar do sigilo da investigação, as autoridades especulam sobre um possível ajuste de contas.

"O que está claro é que a forma com que os corpos foram achados indica uma intenção de não deixar pistas e depois se desfazer deles", afirmou Jesús García, tenente-coronel e investigador da Guarda Civil. "Dá a impressão de que algo foi abortado em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres ficassem ali, dentro de casa", acrescentou.

A prefeitura da localidade decretou dois dias de luto e, na terça-feira, será observado um minuto de silêncio ao meio-dia.

A CONFISSÃO DO SUSPEITO AO CRIME

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O brasileiro François Patrick Nogueira Gouveia confessou  à Guarda Civil espanhola que foi o responsável pelo assassinato de seus tios e os dois filhos deles, duas crianças de 4 e 1 anos, em uma casa do município de Pioz, na província espanhola de Guadalajara, segundo fontes próximas ao caso que falaram com veículos da imprensa local, como a agência EFE e o jornal "El País"

À EFE, fontes a par da investigação disseram que o jovem, de 20 anos, não apresentou muitos detalhes, à espera da declaração que prestará perante um juiz de Guadalajara.

Patrick chegou na quarta-feira a Madri após se entregar voluntariamente depois de conversas que os investigadores da Guarda Civil mantiveram durante vários dias com sua família no Brasil.

Os corpos do casal Gouveia (esquartejados) e os das duas crianças foram achados em uma casa em setembro depois que um vizinho alertou sobre o mal cheiro perto da casa da família, o que fez suspeitar que teria sido assassinada semanas antes.

Os parentes do jovem se convenceram de que o suspeito tinha que se apresentar à Justiça na Espanha, porque, além disso, a Guarda Civil tem vários indícios que apontam para o jovem.

Julgamento

Tudo parece indicar que na decisão do jovem de se entregar às forças de segurança espanholas pesou muito a convicção de que na Espanha o suposto autor teria um julgamento mais objetivo e uma detenção diferente da qual teria nas prisões brasileiras, segundo as fontes.

Por sua vez, a Promotoria de Guadalajara pedirá a prisão provisória de François Patrick.
Assim afirmou à Efe a promotora-chefe de Guadalajara, Dolores Guiard, que justificou esse pedido de prisão provisório "pela gravidade dos fatos e a ausência de firmeza no país" para assegurar assim sua permanência na Espanha.

Sobre as possíveis penas, a promotora-chefe disse que o Código Penal estabelece que os assassinatos de crianças menores de 16 anos são penalizados com prisão perpétua que pode ser revisada depois de um tempo.

Privacidade

Questionado pelos jornais se a confissão do crime pode ser confirmada, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil afirmou que as informações deste caso "são transmitidas exclusivamente aos familiares dos brasileiros" e que "por questões de privacidade, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações sobre brasileiros que recebem assistência consular".

AMIGO SUSPEITO

Preso na PB 'deu dicas' via Whatsapp a suspeito de chacina na Espanha
Amigo conversou com suspeito e recebeu fotos durante o crime, diz delegado.
Família foi encontrada esquartejada em Pioz; sobrinho confessou mortes.

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Michel Belli

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