Tiago Henrique Gomes da Rocha, 28, é apontado como serial killer

Tiago Henrique Gomes da Rocha, 28, já foi condenado por 22 homicídios.
Preso desde outubro de 2014, ele responde por mais de 30 assassinatos.

O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 28 anos, apontado como o serial killer, foi condenado, até o dia 24 de novembro, por 22 homicídios. Preso desde outubro de 2014, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, ele já cumpre pena por roubo e porte ilegal de arma e responde por mais de 30 mortes. Ele foi absolvido em apenas dois  processos.

A primeira condenação ocorreu no dia 16 de fevereiro deste ano, quando ele enfrentou o júri popular pela morte da estudante Ana Karla Lemes da Silva, de 15 anos. A adolescente foi morta no dia  no dia 15 de dezembro de 2013 com um tiro no peito, em uma rua do  Setor Jardim Planalto, na capital. O réu foi condenado a 20 anos de prisão.

Já a segunda condenação ocorreu no último dia 2 de março pela morte da auxiliar administrativa Juliana Neubia Dias, de 22 anos, assassinada em julho de 2014. A jovem foi morta quando estava dentro do carro com o namorado e uma amiga. Os jurados também o condenaram a 20 anos de prisão.

A terceira condenação foi pela morte da estudante Ana Rita de Lima, de 17 anos, ocorrida em dezembro de 2013. O júri popular, realizado no dia 17 de março, o sentenciou a 20 anos de reclusão. A defesa do vigilante e o Ministério Público de Goiás (MP-GO) recorreram da pena, mas ela foi mantida pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) no dia 17 de novembro deste ano. Ainda cabe recurso.

Em 29 de março, Tiago foi condenado pela morte da estudante Arlete dos Anjos Carvalho, de 16 anos, ocorrida em janeiro de 2014, em Goiânia. A sentença foi, mais uma vez, de 20 anos de prisão.

Já no dia 4 de abril, o vigilante foi condenado a 22 anos de prisão pela morte da estudante Carla Barbosa Araújo, de 15 anos. A adolescente foi morta no banco de uma praça do Setor Sudoeste da capital durante uma tentativa de assalto na frente da irmã mais velha.

No dia 20 de abril, Tiago foi condenado a 25 anos de prisão pela morte da estudante Bárbara Luíza Ribeiro Costa, de 14 anos, ocorrida em 18 de janeiro de 2014. Ela estava sentada no banco de uma praça, no Setor Lorena Park quando foi atingida por um tiro no peito. A defesa do vigilante recorreu da pena, mas ela também foi mantida pela 2ª Câmara Criminal do TJ-GO no dia 17 de novembro.

A sétima condenação ocorreu no dia 11 maio, quando ele pegou 25 anos de prisão pela morte do fotógrafo Mauro Nunes, de 51 anos. Durante a sessão, o filho da vítima agrediu o réu com dois socos.

Já a oitava condenação ocorreu no dia 18 de maio pela morte da estudante Taynara Rodrigues da Cruz, de 13 anos. A adolescente foi assassinada com um tiro nas costas no dia 15 de junho de 2014, no Bairro Goiá. O júri popular sentenciou o vigilante a 25 anos de reclusão.

A nona condenação do vigilante aconteceu no dia 23 de maio pela morte da estudante Ana Lídia Gomes, de 14 anos. A garota foi assassinada com quatro tiros em 2 de agosto de 2014 em um ponto de ônibus do Setor Conjunto Morada Nova, enquanto esperava o transporte coletivo para encontrar a mãe. O suposto serial killer foi condenado a 26 anos de prisão pelo crime.

Tiago Henrique foi condenado pela décima vez em 1º de junho pela morte do açougueiro Adailton dos Santos Farias, de 23 anos, executado em julho de 2014. Para o júri popular, o réu cometeu homicídio qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O susposto serial killer pegou mais 25 anos de reclusão pelo crime.

A 11ª condenação aconteceu no dia 9 de junho de 2016. Tiago Henrique pegou 25 anos e 6 meses de prisão pela morte da diarista Janaína Nicácio de Souza, de 24 anos. Ela foi assassinada em maio de 2014 em um bar do Setor Jardim América, em Goiânia.

O vigilante foi condenado a mais 25 anos de prisão pela morte da dona de casa Lilian Sissi, de 28 anos, após 12º júri popular. O julgamento aconteceu no dia 12 de agosto. A jovem foi assassinada em 2014, quando saiu para buscar os filhos na escola, no Setor Cidade Jardim.

Após o 13º júri popular, Tiago Henrique foi condenado a mais 26 anos de prisão pela morte da jovem Beatriz Cristina de Oliveira, de 23 anos, em Goiânia. O julgamento aconteceu no dia 25 de agosto no 1º Tribunal do Júri, na capital. A vítima foi morta enquanto ia comprar pão no dia 19 de janeiro de 2014.

A 14ª condenação de Tiago ocorreu no dia 15 de setembro. Ele pegou 25 anos de prisão pela morte do ajudante de pedreiro Michel Luiz Ferreira da Silva, de 27 anos. A vítima dormia em uma rua de Campinas quando foi morto com um tiro, em Goiânia, no dia 12 de dezembro de 2012.

No 15º júri de Tiago, realizado no dia 19 de setembro, Tiago foi condenado a 29 anos de prisão pela morte do segurança Aleandro Santos Miranda, de 35 anos. Segundo a denúncia, a vítima, que trabalhava na mesma empresa que o réu, foi morta a facadas em 20 novembro de 2011, na Zona Industrial Pedro Abrão, em Goiânia.

Tiago Henrique foi condenado a 30 anos de prisão no seu 16º júri popular, no dia 26 de setembro, pela morte do estudante Rafael Carvalho Gonçalves, de 22 anos. Segundo o processo, no dia 16 de fevereiro de 2013, o réu simulou um assalto contra a vítima e um amigo, que andavam até um ponto de táxi em Campinas. Após pegar os celulares e carteiras da dupla, Tiago Henrique os devolveu e atirou contra o jovem.

No dia 18 de outubro, durante o seu 17º júri popular, Tiago Henrique foi condenado a 20 anos de prisão pela morte do morador de rua Paulo Sérgio Xavier de Bastos, de 44 anos. O crime ocorreu no dia 5 de novembro de 2012. A vítima foi morta com um tiro na cabeça em um ponto de ônibus no Setor Central.

O vigilante foi absolvido pela primeira vez no seu 18º julgamento, no dia 26 de outubro. Ele foi considerado inocente da morte da jovem Edimila Ferreira Borges, de 18 anos. A vítima morreu em uma praça no Setor João Braz. Ela estava sentada em um banco com a prima quando foi baleada. A testemunha do crime não reconheceu Tiago como autor do homicídio.

No dia 7 de novembro, Tiago Henrique foi condenado a 20 anos de prisão pela morte pela morte da assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, de 26 anos. A jovem foi baleada quando estava em frente a uma lanchonete, na capital, em março de 2014. Após a leitura da sentença, a defesa do vigilante disse que vai recorrer.

Em seu 20º julgamento, no dia 10 de novembro, o vigilante apontado como serial killer foi condenado a 20 anos de prisão pela morte do estudante Pedro Henrique de Paula Souza, 19. Ele foi morto no dia 20 de junho de 2014. Testemunhas relataram que Tiago parou a motocicleta em frente ao restaurante e caminhou em direção à vítima, que estava sentando em uma mesa junto ao irmão e um amigo. Sem dizer uma palavra, ele atirou na nuca do rapaz e fugiu.

No dia 17 de novembro, no 21º julgamento, Tiago Henrique foi condenado a 20 anos de prisão pela morte de Rosirene Gualberto da Silva, de 29 anos. A mulher foi baleada na frente da irmã quando estava dentro de um carro no Setor dos Funcionários, em Goiânia, em julho de 2014.

Em 22 de novembro, no 22º júri popular, Tiago foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão pela morte do empresário Denílson Ferreira de Freitas, de 36 anos. Segundo as investigações, ele recebeu R$ 1 mil da ex-mulher da vítima para cometer o crime. O homem foi baleado dentro de um bar no Setor Central, em fevereiro de 2014.

O 23º júri popular do vigilante foi realizado no dia 24 de novembro. Na ocasião, o vigilante respondeu pela morte de Thamara Conçeição Silva, de 17 anos, que estava grávida de cinco meses. Ela foi baleada no peito enquanto estava sentada no banco de uma praça no Setor Central, em junho de 2014. Tiago Henrique foi condenado a 21 anos de prisão.

No dia 30 de novembro, Tiago foi julgado pela 24ª vez, pela morte do morador de rua Valdivino Ribeiro, de 56 anos. Na ocasião, ele foi inocentado pela segunda vez, pois os jurados acataram pedido do MP que sustentou falta de provas para comprovar a autoria do homicídio. A vítima foi morta no Setor Central, em outubro de 2012.

Na maioria dos casos a defesa do vigilante discordou da pena e protocolou recursos. Os advogados pedem a redução dos anos de condenação. Até o dia 18 de novembro de 2016, dois tiveram as penas mantidas.

Além dos homicídios, a Justiça condenou o réu a 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por ter assaltado duas vezes a mesma agência lotérica do Setor Central, na capital goiana. Ele também foi sentenciado a 3 anos de reclusão por porte ilegal de arma. Essa última pena foi substituida por multa e prestação de serviço comunitário.

Vigilante está preso desde 2014, em Aparecida de Goiânia

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Michel Belli

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