Não, ela não é um método abortivo.

pílula do dia seguinte
pílula do dia seguinte
1. A pílula do dia seguinte pode ser tomada para evitar a gravidez, mas não é um método abortivo.

Ouvida pelo BuzzFeed Brasil, a professora adjunta e chefe do Setor de Planejamento Familiar do Departamento de Ginecologia da UNIFESP Zsuzsanna Jármy-Di Bella explica que "a contracepção de emergência tem a finalidade de diminuir uma chance de gravidez para alguém que não está usando método contraceptivo, em uma relação não programada sem proteção ou na situação de um estupro". Atualmente, a pílula do dia seguinte disponível é composta do hormônio de progesterona levonorgestrel e impede o encontro do espermatozoide com o óvulo. Isso pode acontecer através da inibição da ovulação ou intervindo na migração dos espermatozoides, espessando o muco cervical ou alterando sua capacidade de locomoção, como explica a cartilha Pílula de Emergência, realizada pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ou seja: ela evita a fecundação do óvulo.

A professora adjunta e chefe do Setor de Planejamento Familiar do Departamento de Ginecologia da UNIFESP Zsuzsanna Jármy-Di Bella explica que "a contracepção de emergência tem a finalidade de diminuir uma chance de gravidez para alguém que não está usando método contraceptivo, em uma relação não programada sem proteção ou na situação de um estupro".

Atualmente, a pílula do dia seguinte disponível é composta do hormônio de progesterona levonorgestrel e impede o encontro do espermatozoide com o óvulo. Isso pode acontecer através da inibição da ovulação ou intervindo na migração dos espermatozoides, espessando o muco cervical ou alterando sua capacidade de locomoção, como explica a cartilha Pílula de Emergência, realizada pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ou seja: ela evita a fecundação do óvulo.

2. Caso você tome sem saber que está grávida, ela não faz mal ao feto

“Se a mulher já ovulou e já houve a fecundação antes de tomar a pílula, ela não interrompe a gravidez, nem faz mal ao feto”, diz a ginecologista Zsuzsanna.

“Se a mulher já ovulou e já houve a fecundação antes de tomar a pílula, ela não interrompe a gravidez, nem faz mal ao feto”, diz a ginecologista Zsuzsanna.

3. Existem mais de dez marcas de pílulas do dia seguinte disponíveis no Brasil e ela é distribuída gratuitamente na rede pública.

Entre as opções mais conhecidas estão a Postinor, a Pilem e a Minipil2-Post, mas você pode pedir por "pílula do dia seguinte" que os farmacêuticos e profissionais de saúde sabem do que se trata. Elas costumam ter preços acessíveis, em uma média de R$ 15 a R$ 25, além de também estarem disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde. A dose hormonal é a mesma, mas você pode encontrá-la em doses de um ou dois comprimidos. Não faz diferença, o efeito é o mesmo.

Entre as opções mais conhecidas estão a Postinor, a Pilem e a Minipil2-Post, mas você pode pedir por "pílula do dia seguinte" que os farmacêuticos e profissionais de saúde sabem do que se trata. Elas costumam ter preços acessíveis, em uma média de R$ 15 a R$ 25, além de também estarem disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde.

A dose hormonal é a mesma, mas você pode encontrá-la em doses de um ou dois comprimidos. Não faz diferença, o efeito é o mesmo.

4. Quanto antes você tomar a pílula de emergência após a relação, maior a chance dela funcionar. Exatamente por isso você não precisa de receita médica para tomar.

Bom, não é à toa que ela é conhecida como "do dia seguinte". O ideal é tomar a pílula nas primeiras 24 horas após a relação desprotegida e o indicado é que você tome no máximo até 72 horas depois da relação, explica Zsuzsanna.Exatamente por isso você não precisa de receita médica para tomar a pílula do dia seguinte: se você precisasse passar em um consultório médico, talvez não conseguisse tomá-la dentro da janela indicada de tempo.

Bom, não é à toa que ela é conhecida como "do dia seguinte". O ideal é tomar a pílula nas primeiras 24 horas após a relação desprotegida e o indicado é que você tome no máximo até 72 horas depois da relação, explica Zsuzsanna.

Exatamente por isso você não precisa de receita médica para tomar a pílula do dia seguinte: se você precisasse passar em um consultório médico, talvez não conseguisse tomá-la dentro da janela indicada de tempo.

5. A pílula do dia seguinte não traz grandes riscos à sua saúde nem é exatamente uma "bomba de hormônio".

Entrevistada pelo BuzzFeed Brasil, Cristiane da Silva Cabral, psicóloga doutora em saúde coletiva e professora do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP, afirma que "as pessoas ainda têm alguns receios, mas é um método seguro". Ainda que eficaz, a dose hormonal é relativamente baixa e o tempo de tratamento com ela é curto, oferecendo segurança para a mulher, explica a cartilha da Pílula de Emergência. "Do ponto de vista de saúde, ela não oferece riscos graves, não vai estimular trombose ou câncer", diz a ginecologista Zsuzsanna.Mesmo não trazendo riscos graves ou a longo prazo, é possível que você sinta efeitos colaterais como náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor nos seios ou no abdômen quando toma a pílula ou no dia seguinte a ele.

Cristiane da Silva Cabral, psicóloga doutora em saúde coletiva e professora do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP, afirma que "as pessoas ainda têm alguns receios, mas é um método seguro".

Ainda que eficaz, a dose hormonal é relativamente baixa e o tempo de tratamento com ela é curto, oferecendo segurança para a mulher, explica a cartilha da Pílula de Emergência. "Do ponto de vista de saúde, ela não oferece riscos graves, não vai estimular trombose ou câncer", diz a ginecologista Zsuzsanna.

Mesmo não trazendo riscos graves ou a longo prazo, é possível que você sinta efeitos colaterais como náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor nos seios ou no abdômen quando toma a pílula ou no dia seguinte a ele.

6. Você não vai necessariamente ficar enjoada se tomar a pílula do dia seguinte, mas caso fique e vomite até duas horas depois, é preciso tomar outra.

Não é uma regra, mas é possível que você tenha sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor nos seios ou no abdômen um ou dois dias após tomar a pílula, segundo a cartilha da Pílula de Emergência. Caso você vomite até duas horas depois de tomar a pílula, vai precisar tomar outra novamente. "Como com qualquer medicamento, se você vomita ou tem diarreias neste período, ele não foi absorvido pelo organismo", diz Cristiane.

Não é uma regra, mas é possível que você tenha sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor nos seios ou no abdômen um ou dois dias após tomar a pílula, segundo a cartilha da Pílula de Emergência.

Caso você vomite até duas horas depois de tomar a pílula, vai precisar tomar outra novamente. "Como com qualquer medicamento, se você vomita ou tem diarreias neste período, ele não foi absorvido pelo organismo", diz Cristiane.

7. Não é ideal tomar a pílula do dia seguinte muitas vezes.

Zsuzsanna explica que a pílula de emergência altera o ciclo hormonal da mulher. Com isso pode levar um tempo para que ele volte ao normal, o que dificulta que você saiba quando está ovulando ou quando vai menstruar, aumentando suas chances de engravidar.

Zsuzsanna explica que a pílula de emergência altera o ciclo hormonal da mulher. Com isso pode levar um tempo para que ele volte ao normal, o que dificulta que você saiba quando está ovulando ou quando vai menstruar, aumentando suas chances de engravidar.

8. E pode ser que sua menstruação demore para descer depois de você tomar a pílula do dia seguinte.

A menstruação também pode chegar antes do esperado, ou então demorar mais do que o normal. Em todos os casos, conversar com seu médico pode ser uma boa para esclarecer suas dúvidas e se sentir mais calma. "Se uma mulher faz uso duas ou três vezes, o que acontece é que ela traz esta questão para o consultório e então começamos uma conversa sobre o uso de métodos anticoncepcionais planejados", diz a médica.

A menstruação também pode chegar antes do esperado, ou então demorar mais do que o normal. Em todos os casos, conversar com seu médico pode ser uma boa para esclarecer suas dúvidas e se sentir mais calma.

"Se uma mulher faz uso duas ou três vezes, o que acontece é que ela traz esta questão para o consultório e então começamos uma conversa sobre o uso de métodos anticoncepcionais planejados", diz a médica.

9. Depois de tomar a pílula de emergência você deve usar métodos contraceptivos não hormonais até sua menstruação descer.

Exatamente até seu ciclo hormonal voltar a se regular, você deve usar métodos sem hormônios, como camisinha e diafragma, até a menstruação descer, recomenda a doutora Cristiane.

Exatamente até seu ciclo hormonal voltar a se regular, você deve usar métodos sem hormônios, como camisinha e diafragma, até a menstruação descer, recomenda a doutora Cristiane.

10. Se você toma pílula anticoncepcional, mas esqueceu de tomar 3 ou 4 dias e está se sentindo insegura, você pode tomar a pílula do dia seguinte se quiser.

Quem toma pílula anticoncepcional corretamente, não esquece nenhum dia, sempre toma no mesmo horário, não precisa recorrer a pílula do dia seguinte – nem faria sentido. Mas se você esqueceu de tomar alguns dias, transou sem proteção e está em dúvida, com medo de engravidar, ela é uma opção. "Neste caso você corre o risco de engravidar, então pode tomar a contracepção de emergência se preferir", diz a professora Cristiane. Mas o ideal nesse caso é você conversar com seu médico para saber quando recomeçar a pílula.

Quem toma pílula anticoncepcional corretamente, não esquece nenhum dia, sempre toma no mesmo horário, não precisa recorrer a pílula do dia seguinte – nem faria sentido. Mas se você esqueceu de tomar alguns dias, transou sem proteção e está em dúvida, com medo de engravidar, ela é uma opção. 

"Neste caso você corre o risco de engravidar, então pode tomar a contracepção de emergência se preferir", diz a professora Cristiane. Mas o ideal nesse caso é você conversar com seu médico para saber quando recomeçar a pílula.

11. Antes da pílula do dia seguinte chegar ao Brasil na década de 90, os médicos indicavam um método de tomar uma alta dose de pílulas anticoncepcionais comuns.
 Desenvolvido pelo ginecologista canadense A. Albert Yuzpe em 1974, o método Yuzpe consiste em tomar doses maiores de pílulas anticoncepcionais combinadas de estrogênio e certos tipos de progesterona até cinco dias depois da relação desprotegida, uma forma precursora da pílula do dia seguinte. "A gente já conhecia a contracepção de emergência, mas ela só chegou ao Brasil nessa formulação de dose única na década de 1990", explica a professora Cristiane. Por isso, em situações de emergência, médicos podiam orientar as pacientes a usar o método Yuzpe com pílulas anticoncepcionais disponíveis no mercado.
Desenvolvido pelo ginecologista canadense A. Albert Yuzpe em 1974, o método Yuzpe consiste em tomar doses maiores de pílulas anticoncepcionais combinadas de estrogênio e certos tipos de progesterona até cinco dias depois da relação desprotegida, uma forma precursora da pílula do dia seguinte.

"A gente já conhecia a contracepção de emergência, mas ela só chegou ao Brasil nessa formulação de dose única na década de 1990", explica a professora Cristiane. Por isso, em situações de emergência, médicos podiam orientar as pacientes a usar o método Yuzpe com pílulas anticoncepcionais disponíveis no mercado.

12. Você tem muito menos chances de engravidar usando métodos anticoncepcionais planejados do que tomando a pílula do dia seguinte.

A pílula do dia seguinte é uma opção válida quando acontece um imprevisto, claro, mas é melhor usar métodos anticoncepcionais planejados – como pílula, camisinha e DIU, entre outros –para evitar a gravidez.Segundo a Organização Mundial de Saúde, em seu uso correto e contínuo, a eficácia da pílula anticoncepcional é de 99%. A dos DIUs de cobre e hormonais também. A da camisinha é de 98%. São métodos com índices de eficácia muito mais altos do que a da contracepção de emergência, que varia entre 59% e 95% segundo a cartilha da UFRJ.Ainda vale lembrar que a pílula do dia seguinte não protege de doenças sexualmente transmissíveis.

A pílula do dia seguinte é uma opção válida quando acontece um imprevisto, claro, mas é melhor usar métodos anticoncepcionais planejados – como pílula, camisinha e DIU, entre outros –para evitar a gravidez.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, em seu uso correto e contínuo, a eficácia da pílula anticoncepcional é de 99%. A dos DIUs de cobre e hormonais também. A da camisinha é de 98%. São métodos com índices de eficácia muito mais altos do que a da contracepção de emergência, que varia entre 59% e 95% segundo a cartilha da UFRJ.

Ainda vale lembrar que a pílula do dia seguinte não protege de doenças sexualmente transmissíveis.

Fonte: Buzzfeed

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Karina Faris

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