"Doces ou travessuras?"

"Doces ou travessuras?". Apesar de não ser uma festa típica brasileira, todo mundo já quis sair por aí fantasiado pedindo doces e usando essa frase (tão usada nos filmes) no Halloween ou Dia das Bruxas, como chamamos a data por aqui. Não é mesmo?


Para quem não sabe, o Halloween é a maior festa cristã dos Estados Unidos e se trata de uma celebração aos mortos. A comemoração é comum em países anglo-saxônicos e foi levada à América do Norte pelos irlandeses.


A festa se dá no dia 31 de Outubro, véspera do Dia de Todos os Santos, no dia 1º de Dezembro. Aliás, o próprio nome Halloween se origina do termo “All Hallow’s Eve”, que quer dizer “véspera de Todos os Santos, em português.

Festa da colheita
De acordo com estudiosos, o Halloween teve origem no século 18, a partir do festival pagão dos Celtas chamado Samhain, que significa o “fim do verão”.

A festa celta durava três dias, começando no último dia de Outubro, em homenagem ao “Rei dos mortos”; e fogueiras eram feitas em celebração a abundância de comida depois da época da colheita.


Halloween e Cristianismo
Hoje em dia, no entanto, o significado do Halloween é um pouco diferente e foi alterado mais ou menos entre 1500 e 1800. Embora ainda esteja intimamente ligada à agricultura e inclua muitos dos símbolos do campo, como a abóbora; a partir desse período a Igreja Católica passou a competir e a competir com a festa pagã, transformando a ideia de Dia das Bruxas.

As fogueiras da festa, por exemplo, passaram a ser usadas na queima do joio, como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório e até mesmo para repelir a bruxaria e a peste negra, o mal da época.


Ao mesmo tempo em que se previa o futuro, prevendo até mesmo a morte das pessoas, era comum que crianças fossem de casa em casa, durante o festival, cantando rimas e dizendo orações para as almas dos mortos.

Para agradá-las, os adultos ofereciam a elas bolos de boa sorte, que supostamente representavam o espírito de uma pessoa que havia se libertado do purgatório.

Halloween nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, como já dissemos, a tradição foi trazida pelos irlandeses, por volta do ano de 1845. Nessa época, a Irlanda passava pelo período chamado de “Grande Fome”, o que forçou 1 milhão de pessoas a imigrarem para a então colônia britânica, levando consigo suas traições e histórias.

A tradição das abóboras entalhadas, por exemplo, nasceu em terras americanas. Ela foi baseada na lenda de um ferreiro chamado Jack, que conseguiu ser mais esperto que o diabo e que vagava como um morto-vivo e recebeu uma vela do capiroto para iluminar seus caminhos pela eternidade.

A vela, então, teria sido colocada em um nabo, que com o tempo foi substituído pela abóbora dos americanos.


Sobre o costume de usar fantasias e dar sustos, por outro lado, só teve origem em 1938. Durante o Halloween daquele ano, houve uma transmissão de rádio de Guerra dos Mundo, do escritor inglês H.G. Wells, que gerou grande confusão e fez com que as pessoas acreditassem que o mundo realmente estava acabando.

No final da transmissão, o ator e diretor americano Orson Wells abandonou o personagem e contou ao povo americano que tudo não se passava de uma peça de Dia das Bruxas e comparou a brincadeira ao ato de se vestir de lençol para imitar um fantasma e pregar um susto em alguém.


Dia das Bruxas no Brasil
No Brasil, apesar de muita gente sonhar com uma festa digna de Halloween, a comemoração ainda é tímida. A forma mais comum de aproveitar o Dia das Bruxas ainda são em festas particulares, já que não existe nenhuma grande manifestação popular sobre a temática

Alías, vale saber que desde 2003, no dia 31 de Outubro, também se celebra o Dia do Saci. A data foi fruto de um projeto de lei que buscava resgatar figuras do folclore brasileiro em contraposição à festa americanizada do Halloween.


E aí, você tinha ideia de que havia tantos significados e tradições por trás do Halloween? Você costuma comemorar o Dia das Bruxas? Não deixe de nos comentar nos comentários.

Fonte: Bbc

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Karina Faris

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