Hermes, na mitologia grega, era filho de Zeus e da ninfa Maia.

Hermes História


A figura do deus Hermes era motivo de grande veneração entre os gregos, que o consideravam um benfeitor e defensor da humanidade perante os deuses do Olimpo.
Hermes, na mitologia grega, era filho de Zeus e da ninfa Maia.
Reverenciado como deus da fertilidade, tinha o centro de seu culto na Arcádia, onde se acreditava que tivesse nascido.
Seu nome tem origem, provavelmente, em herma, palavra grega que designava os montes de pedra usados para indicar os caminhos.
Considerado protetor dos rebanhos, era freqüentemente associado a divindades da vegetação, como Pã e as ninfas.
Hermes – Deus Grego (História)

Entre suas várias atribuições incluíam-se as de mensageiro dos deuses; protetor das estradas e viajantes; condutor das almas ao Hades; deus da fortuna, da eloqüência e do comércio; patrono dos ladrões e inventor da lira.
Era também o deus dos sonhos, a quem os gregos ofereciam a última libação antes de dormir.
Nas representações mais antigas, aparece como um homem adulto, com barba, vestido com uma túnica longa, ou com a imagem de um pastor, com um carneiro sobre os ombros.
Foi posteriormente representado como um jovem atlético e imberbe, com capacete alado, asas nos pés e, nas mãos, o caduceu – bastão mágico com que distribui fortuna.
Em Roma, foi assimilado ao deus Mercúrio.

Hermes é o deus grego filho de Zeus e Maia, hermes é conhecido por ser o mensageiro dos deuses, ele também é o deus patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia e é o guiadas almas dos mortos para o Mundo Inferior, reino de Hades.
Como servente especial de Zeus, Hermes tinha sandálias com asas, um chapéu alado e um caduceu dourado, ou vara mágica, entrelaçado por cobras e coroado com asas.
Conduzia as almas dos mortos ao mundo inferior e acreditava-se possuir poderes mágicos sobre o sono e os sonhos.
Hermes era também o deus do comércio e o protetor dos comerciantes e dos rebanhos.
Como a divindade dos atletas, ele protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza.
Apesar de sua característica virtuosa, ele era também um inimigo perigoso, astuto e ladrão.
No dia de seu nascimento ele roubou o gado de seu irmão, o deus Apolo, obscurecendo sua trilha e fazendo o rebanho caminhar devagar, atrasando-o.
Quando inquirido por Apolo, Hermes negou o roubo.
Os irmãos finalmente se reconciliaram quando Hermes deu a Apolo sua mais nova invenção: a lira.
Hermes foi representado na arte grega como um homem barbudo e adulto; na arte clássica ele era representado com uma juventude atlética, nu e sem barba.

Hermes, o mensageiro dos deuses

Hermes, deus dos viajantes, protetor da magia e da advinhação, responsável pelos golpes de sorte e pelas súbitas mudanças de vida, patrono dos ladrões e dos trapaceiros, era filho de Zeus e da misteriosa Ninfa Maia, a mais jovem das Plêiades, também chamada de noite.
Chamado de trapaceiro por sua ambiguidade, ao mesmo tempo era mensageiro dos deuses e também fiel mensageiro do mundo das trevas. Hermes é filho da luz espiritual com as trevas primordiais. Suas cores vermelho e branco refletem a mistura de paixões terrenas com a clareza espiritual que fazem parte de sua natureza.
Ainda muito pequeno, Hermes conseguiu sair do berço, roubou um rebanho de seu irmão Apolo, criou o fogo e assou duas reses. Para enganá-lo, calçou as sandálias ao contrário para que o irmão seguisse a pista falsa.
Quando Apolo descobriu o roubo foi exigir de Hermes a devolução das reses.
Mas Hermes negou tudo desculpando-se por ser ainda uma criança.
Apolo previu que Hermes se tornaria o mestre dos ladrões.
Mais uma vez, Hermes enganou o seu irmão Apolo e deu-lhe uma lira feita de casco de tartaruga dizendo ser uma homenagem por suas habilidades musicais. Apolo encantado com a homenagem esqueceu-se do gado.
Apolo, temendo que no futuro Hermes voltasse a enganá-lo, exigiu que o irmão jurasse nunca mais enganá-lo e em troca ele o tornaria rico, honrado e famoso, hábil em tudo que empreendesse honestamente, tanto na palavra como nos atos, e capacidade de concluir o que tivesse iniciado.
Deu a Hermes três virgens aladas que ensinavam a divinação e diziam a verdade quando alimentadas com mel.
Hermes tornou-se o mestre dos quatro elementos e ensinou aos homens as artes da advinhação.
Retratado por Homero e Hesiodo, com suas habilidades e benfeitor dos mortais, portador da boa sorte e também das fraudes. Autores clássicos também adornaram o mito com novos acontecimentos. Ésquilo mostrou Hermes a ajudar Orestes a matar Clitemnestra sob uma identidade falsa e outros estratagemas,e disse também que ele era o deus das buscas, e daqueles que procuram coisas perdidas ou roubadas.
Sófocles fez Odisseu invocá-lo quando precisou convencer Filocteto a entrar na Guerra de Tróia do lado dos gregos, e Eurípides o fez aparecer para ajudar Dolon na espionagem da armada grega. Esopo, que pretensamente havia recebido o seu dom literário de Hermes, o colocou em várias de suas fábulas, como regente do portão dos sonhos proféticos, como deus dos atletas, das raízes comestíveis, da hospitalidade; também disse que Hermeshavia atribuído a cada pessoa o seu quinhão de inteligência. Píndaro e Aristófanes documentam também a sua recente associação com a ginástica, que não existia no tempo de Homero, Aristóteles sistematizou o conceito da hermenêutica, a ciência da interpretação, da tradução e da exegese, a partir dos atributos de Hermes.
Eudoxo de Cnido, um matemático, chamou de Hermes o planeta hoje conhecido como Mercúrio, mudança ocorrida graças à influência romana posterior.
Divindade muito antiga, era cultuado como um deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, da divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao longo dos séculos seu mito foi extensamente ampliado, tornando-se o mensageiro dos deuses e patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia, da eloquência e de algumas formas de iniciação, além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades. Com o domínio da Grécia por Roma, Hermes foi assimilado ao deus Mercúrio, e através da influência egípcia, sofreu um sincretismo também com Toth, criando-se o personagem de HermesTrismegisto – O três vezes grande.
Hermes são atribuidos uma grande quantidade de amores com deusas, semideusas e mulheres mortais, gerando numerosa descendência. Gerou Hermafrodito, Eros e talvez Príapo junto com Afrodite; Pã junto com ninfa Dríope; seduziu Hécate às margens do lago Boibes, relacionou-se com Peitho, a deusa da persuasão, tomando-a como esposa; tentou cortejar Perséfone, mas foi rejeitado.
Dáfnis, Kaikos, Keryx, Kydon, Ekhion e Eurytos, Eurestos, Norax, Céfalo, Elêusis, Polybos, Mirtilo, Lybis, Pharis, Arabos, três filhos sátiros:Pherespondos, Lykos e Pronomos; eram todos frutos de amores de Hermes com inumeras ninfas, mortais, e semi-deusas.
Teve também romances com alguns homens, segundo algumas versões de sua história: Krokos, a quem matou acidentalmente em um jogo de disco, e a quem depois transformou em uma flor; Anfião, a quem teria concedido o dom do canto e a habilidade à lira, por cuja arte operou prodígios, e Perseu, a quem também manifestou especial proteção. Os romanos lhe deram mais um amor, Larunda, com quem gerou os Lares, importantes deidades domésticas.
Freqüentemente é representado como um jovem de belo rosto, vestido com uma túnica curta e trazendo na cabeça um capacete com asas, calçando sandálias aladas e na mão seu principal símbolo, o caduceu doado por Apolo. Como mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, deu origem ao termo hermenêutica.
Hermes representa nossa capacidade de vislumbrar nossos talentos, mesmo que possamos nos sentir confusos, e pode nos indicar as melhores escolhas que podemos fazer em nossa vida. Hermes é brincalhão e às vezes não responde quando queremos uma direção.
Chega-nos disfarçado através de sonhos que nos perturbam ou na figura de uma pessoa que se torna importante, como se fosse catalizador de uma viagem.
Hermes pode surgir sob uma súbita descoberta de que sempre sabemos mais do que imaginamos. Uma circunstância inesperada e corriqueira traz uma mudança em nossas vidas, como um mestre interior ou exterior.
Tal como no mito de Dioniso, Hermes o protege até o seu nascimento e nós também podemos nos proteger ou ser protegidos.
Hermes era um deus em quem não se podia confiar, pois era traiçoeiro e maldoso e quase sempre desviava os viajantes das estradas. Assim, seguir o mestre interior nem sempre significa uma escolha segura e garantida. Muitas vezes dependemos de uma indicação externa para orientar-nos.

Hermes (Mercurio romano)

O mensageiro dos deuses, o deus patrono de comércio, comunicação, os viajantes, os adivinhos e os ladrões. Inventor do alfabeto. Filho de Zeus e Maya.
Isso levou aos espíritos em Hades, Dionísio resgatado e trazido de Perséfone no submundo.
Teve um caso com Afrodite, com quem ele teve Hermafrodita.

O deus mensageiro, arauto dos deuses

Hermes, mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, (daí o termo hermenêutica) era um deus grego correspondente ao Mercúrio romano. Era um dos 12 deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Maia, nasceu na Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência. Conseguiu livrar-se das fraldas e foi à Tessália, onde roubou parte do rebanho guardado por seu irmão Apolo, escondendo o gado em uma caverna. A seguir voltou para o berço, como se nada tivesse acontecido.
Quando Apolo descobriu o roubo, conduziu Hermes diante de Zeus, que o obrigou a devolver os animais. A
polo, no entanto, encantou-se com o som da lira que Hermes inventara e ofereceu em troca o gado e o caduceu.
Mais tarde, Hermes inventou a siringe (flauta de Pã), em troca de que Apolo lhe concedeu o dom da adivinhação.Foi famoso também por ser o único filho que Zeus tivera que não era filho de Hera,que ela gostou,pois ficou impressionada pela sua inteligência.
Apesar de não ser o principal dos deuses, a história de Hermes é envolta em muitas versões.
Acredita-se que na pré-Grécia, ele era cultuado como sendo o deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, da divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos.
Na história que é divulgada nos dias de hoje, Hermes assumiu o posto como mensageiro dos deuses, ou seja, ele levava informações de um deus para o outro, ou de um deus para todos.
Porém, uma das mais conhecidas funções de Hermes, era guiar a alma dos mortos até o reino de Hades.
Sem a menor dúvida, é um dos deuses mais astutos a circular pelo Olimpo, pois já no seu primeiro dia de nascimento realizou várias proezas e exibiu vários poderes: furtou cinquenta vacas de seu irmão Apolo, inventou o fogo, os sacrifícios, sandálias mágicas e a lira. No dia seguinte, perdoado pelo furto das vacas, foi investido de poderes adicionais por Apolo e por seu pai Zeus, e por sua vez concedeu a Apolo a arte de uma nova música, sendo admitido no Olimpo como um dos grandes deuses.

Os Pés Alados de Hermes / Mercúrio

Hermes, na mitologia grega, ou Mercúrio, na mitologia romana, nasceu nas cavernas do monte Cilene, na região de Arcádia, localizada na península do Peloponeso ao sul da Grécia.
Sua mãe, Maya Maiestas (Reia na mitologia romana), é também conhecida como Fauna, Boa Dea ou Ops. Filha de Atlas, na mitologia grega, era uma linda ninfa que seduziu o grande deus romano Júpiter (o grande deus grego Zeus). Maya equivale-se a deusa Primavera dos primeiros povos Italianos. O mês de maio foi nomeado em sua honra.
Desde sua infância, Mercúrio manifestara-se um gênio, dotado de rara inteligência e perspicácia. Atribui-se a ele, ainda criança, a invenção da lira após colocar cordas em um casco de tartaruga vazio.
Certa ocasião, Mercúrio ainda criança, conseguiu esconder cinqüenta novilhas de Apolo atando ramos à cauda dos animais para que apagassem as marcas do trajeto. Tal feito, embora tivesse gerado reclamações, foi considerado por sua mãe Maya prova de inteligentíssima peraltice.
Só adulto, entretanto, é que se tornaria possuidor do Caduceu, bastão alado com duas cobras entrelaçadas. Mercúrio trocou sua lira pelo Caduceu de seu irmão Apolo, deus do Sol e da Profecia, segundo narra o poeta Virgílio, na Eneida, livro IV.
Mercúrio possuía um par de sandálias aladas, o que lhe imprimia velocidade e rapidez nas suas missões urgentes e inadiáveis, levando mensagens de seu pai Júpiter em sua irrequieta mobilidade.
Seu capacete alado (denominado Pétaso), o tornava invisível, o que lhe permitia avaliar atitudes e exercer controles sobre a ação de todos, oferecendo-lhe extremos poderes.
Mercúrio ainda carrega uma bolsa e é frequentemente acompanhado de um galo jovem, mensageiro do novo dia; de um carneiro ou bode, simbolizando fertilidade; e de uma tartaruga, referindo-se à sua legendária invenção da lira.
Além de conduzir recados, também conduzia as almas dos mortos até as margens do sinistro Aqueronte, o rio onde as almas cruzam embarcadas sob o comando do barqueiro Caronte.
Mercúrio era o mais ocupado de todos os deuses e o que possuía mais encargos. Por sua extrema habilidade e variados poderes, trabalhava intensamente. Deus veloz, corajoso e responsável. Nenhum deus era mais ágil, mais expedito, mais voluntarioso e, ao mesmo tempo, mais disciplinado do que Mercúrio.
Esta é a razão pela qual Mercúrio era o principal intérprete das vontades de Júpiter / Zeus e dos deuses do céu, fazendo cumprir as vontades supremas.
Sua participação no dilúvio, na história de Ulisses (o grande herói grego), na derrota e morte do monstro Argos, na condução de Dionísio, e tantos outros feitos, fizeram dele um personagem ímpar nas narrações mitológicas.
Uma das mais belas estátuas, que representam mercúrio, encontra-se em Florença, na Itália, e foi esculpida por Giambologna, fazendo parte da coleção do Palazzo Bargello. Mas, outras obras foram feitas para homenageá-lo, desde a antigüidade clássica, há quase dois milênios e meio.
Na mitologia romana Mercúrio é um mensageiro, deus da venda, do lucro e do comércio. Na mitologia grega, refere-se ao deus Hermes, protetor dos rebanhos, dos viajantes e comerciantes. Era o deus da eloquência, do comércio e dos ladrões, a personificação da inteligência.
Os romanos batizaram de Mercúrio o planeta mais perto do sol, em virtude do astro completar sua órbita mais rápido que qualquer outro. Em Roma faziam-se festas especiais a Mercúrio, denominadas Mercuriais. A quarta-feira foi dedicada à esse deus, o dia de Mercúrio (Miercoles em espanhol, Mercoledi em italiano e Mercredi em francês).
Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br/geocities.yahoo.com.br
Hermes

HERMES (MERCÚRIO)

Os gregos dedicavam especial predileção ao deus Hermes, a quem veneravam por considerá-lo benfeitor e defensor da humanidade diante dos demais deuses olímpicos. Segundo a mitologia grega, ele era filho de Zeus com a ninfa Maia, sendo reverenciado pelos homens como deus da fertilidade, como protetor dos rebanhos – e por isso mesmo associado com freqüência a divindades ligadas aos vegetais -, além de várias outras atribuições, entre elas as de mensageiro dos deuses; protetor das estradas e viajantes; condutor das almas ao Hades (inferno); deus da fortuna, da eloqüência e do comércio; patrono dos ladrões e inventor da lira (quando ainda criança).
Sobre isso, diz Thomaz Bulfinch, em seu O Livro de Ouro da Mitologia, que certo dia, encontrando um casco de tartaruga, (ele) fez alguns orifícios nas extremidades opostas do mesmo, introduziu fios de linho através desses orifícios, e o instrumento estava completo. As cordas eram nove, em honra das musas.
Mercúrio ofereceu a lira a Apolo, recebendo dele, em troca, o caduceu.
As esculturas e desenhos mais antigos mostram-no como um homem adulto, barbudo e vestido com túnica longa, mas outras representações, porém, o apresentam na figura de um pastor trazendo sobre os ombros um carneiro. Posteriormente ele foi mostrado como sendo um jovem imberbe e de porte atlético, cabeça coberta por capacete alado, asas nos pés, e segurando em uma das mãos o caduceu, bastão mágico com que distribuía fortuna.
Hermes grego corresponde ao Mercúrio romano, deus do comércio, mas considerado primeiramente como deus dos cereais, razão pela qual seu primeiro templo foi erguido em 495 a.C., na região do Circo Máximo, em Roma, depois de uma epidemia de fome.
A partir daí tornou-se patrono dos negociantes e de todas as corporações desse segmento de atividade e, mais tarde, a divindade que tutelava os ladrões e trapaceiros. As palavras comércio, mercado e mercenário derivam do latim merx (mercadoria), da mesma forma que o próprio nome da entidade divina.
Tornou-se, ainda, o deus das Ciências, da Eloqüência, das Artes e padroeiro dos atletas. Galante e conquistador por natureza, tornou-se pai de muitos filhos, entre os quais Hermafrodito, Autólico (padroeiro dos ladrões) e Pã (o deus agreste). Suas qualidades, no entanto, acabaram sendo obscurecidas pelos defeitos que demonstrou, razão pela qual foi acusado de inúmeras ladroeiras e por isso expulso do céu, reduzido à função de guardador de rebanhos na Terra.
Sobre o caduceu de Hermes, Joffre M. de Rezende, Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, esclarece em seu trabalho escrito O Símbolo da Medicina: Tradição e Heresia, que ele é, de longa data, o símbolo do comércio e dos viajantes, sendo por isso utilizado em emblemas de associações comerciais, escolas de comércio, escritórios de contabilidade e estações de estradas de ferro. Surge, então, a questão principal do tema que estamos abordando. Por que o símbolo do deus do comércio passou a ser usado também como símbolo da medicina? Mais de um fato histórico concorreu para que tal ocorresse.
E apresenta uma série deles, entre os quais os seguintes:
1 – Um terceiro fato a que se atribui a confusão entre o bastão de Asclépio e o caduceu de Hermes, se deve à iniciativa de Johan Froebe, um editor suíço de grande prestígio, ter adotado para a sua editora, no século 16, um logotipo semelhante ao caduceu de Hermes, e o ter utilizado no frontispício de obras clássicas de medicina como as de Hipócrates e Aetius de Amida. Outros editores na Inglaterra e posteriormente nos Estados Unidos, utilizaram emblemas similares, contribuindo para a difusão do caduceu. Admite-se que a intenção dos editores tenha sido a de usar um símbolo identificado com a transmissão de mensagens, já que Hermes era o mensageiro do Olimpo. Com a invenção da imprensa por Gutenberg, a informação passou a ser transmitida por meio da palavra impressa, e eles, os editores, seriam os mensageiros dos autores. Outra hipótese é de que o caduceu tenha sido usado equivocadamente como símbolo de Hermes Trimegistos, o Hermesegípcio ou Thot, deus da palavra e do conhecimento, a quem também se atribuía a invenção da escrita. Em antigas prensas utilizadas para impressão tipográfica encontra-se o caduceu de Hermes como figura decorativa. 
2 – 
Outro fato que certamente colaborou para estabelecer a confusão entre os dois símbolos é o de se conferir o mesmo nome de caduceu ao bastão de Asclépio, criando-se uma nomenclatura binária de caduceu comercial e caduceu médico. Este erro vem desde o século XIX e persiste até os dias de hoje. Em 1901, o exército francês fundou um jornal de cirurgia e de medicina chamado Le caducée, no qual estão estampadas duas figuras estilizadas do símbolo de Asclépio, com uma única serpente. Desde então, a palavra caduceu tem sido usada para nomear tanto o símbolo de Heres, como o bastão de Asclépio. 
3 –
 O fato que mais contribuiu para a difusão do caduceu de Hermes como símbolo da medicina foi a sua adoção pelo Exército norte-americano como insígnia do seu departamento médico (segue-se, no texto original, o relato dos fatos que antecederam e propiciaram a adoção dessa medida).
FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
Fonte: www.recantodasletras.com.br
Hermes

Quem foi


A mais esperta e eloqüente das divindades gregas, Hermes, identificado como Mercúrio na mitologia romana, é o mensageiro dos deuses olímpicos. Sua capacidade de dominar a palavra, demonstrar astúcia e diplomacia, fez dele o deus do comércio e dos ladrões.
Hermes representa a jovialidade divina. Seu vigor faz com que viaje por todos os lugares do mundo, o que o torna o deus dos viajantes e protetor das estradas.
Para percorrer os céus, traz um chapéu de abas com duas asas e sandálias aladas, que lhe permite voar com eximia ligeireza. Numa das mãos porta o caduceu, varinha mágica que recebeu de Apolo.
Símbolo da juventude fálica, Hermes tinha suas imagens itifálicas erguidas nos templos. Era, assim como Apolo, tido como o ideal de beleza, possuidor de uma agilidade viril.
É na figura de Hermes que a androgenia da perfeição da beleza idealizada pelos gregos toma forma, através de Hermafrodito, fruto do seu amor com a bela Afrodite (Vênus), ser que nascera com os dois sexos.
Nascido da aventura amorosa entre Zeus (Júpiter) e Maia, Hermes foi o único filho tido pelo senhor do Olimpo fora do casamento, que não despertou a ira da ciumenta Hera (Juno). Seu carisma conquistara a deusa, que chegou a alimentá-lo no peito quando ainda criança.
Hermes é sedutor, atraente com as palavras, senhor absoluto da astúcia.
Deus dos lucros das transações, é ambíguo como o é o próprio comércio. Se protege a lábia dos ladrões, também os condena por atos espúrios. Odeia a guerra e a discórdia, prezando a diplomacia como solução às querelas divinas e humanas.
Sem nunca parar, Hermes percorre todos os caminhos entre a Terra e o Olimpo. Incansável, leva nos lábios as mensagens dos deuses, propagando-as para os mortais. Seu poder de persuadir embriaga a humanidade, fazendo dele o mais sedutor de todos os olímpicos.

Os Epítetos e Atributos de Hermes

A mais esperta e eloqüente das divindades gregas, Hermes, identificado como Mercúrio na mitologia romana, é o mensageiro dos deuses olímpicos. Sua capacidade de dominar a palavra, demonstrar astúcia e diplomacia, fez dele o deus do comércio e dos ladrões.
Hermes representa a jovialidade divina. Seu vigor faz com que viaje por todos os lugares do mundo, o que o torna o deus dos viajantes e protetor das estradas.
Para percorrer os céus, traz um chapéu de abas com duas asas e sandálias aladas, que lhe permite voar com eximia ligeireza. Numa das mãos porta o caduceu, varinha mágica que recebeu de Apolo.
Símbolo da juventude fálica, Hermes tinha suas imagens itifálicas erguidas nos templos. Era, assim como Apolo, tido como o ideal de beleza, possuidor de uma agilidade viril.
É na figura de Hermes que a androgenia da perfeição da beleza idealizada pelos gregos toma forma, através de Hermafrodito, fruto do seu amor com a bela Afrodite (Vênus), ser que nascera com os dois sexos.
Nascido da aventura amorosa entre Zeus (Júpiter) e Maia, Hermes foi o único filho tido pelo senhor do Olimpo fora do casamento, que não despertou a ira da ciumenta Hera (Juno). Seu carisma conquistara a deusa, que chegou a alimentá-lo no peito quando ainda criança.
Hermes é sedutor, atraente com as palavras, senhor absoluto da astúcia.
Deus dos lucros das transações, é ambíguo como o é o próprio comércio. Se protege a lábia dos ladrões, também os condena por atos espúrios. Odeia a guerra e a discórdia, prezando a diplomacia como solução às querelas divinas e humanas.
Sem nunca parar, Hermes percorre todos os caminhos entre a Terra e o Olimpo. Incansável, leva nos lábios as mensagens dos deuses, propagando-as para os mortais. Seu poder de persuadir embriaga a humanidade, fazendo dele o mais sedutor de todos os olímpicos.

Os Epítetos e Atributos de Hermes

Não se sabe ao certo a origem desta divindade mitológica, sendo a Trácia o local mais provável. Os pelasgos, primitivos habitantes da Grécia, difundiram o culto ao deus. A lenda mais recorrente conta que Maia, sua mãe, era uma ninfa que vivia no cume do monte Cilene, na Arcádia. Ali, entregara-se a Zeus e dera à luz ao deus.
É nas terras geladas da Arcádia que se registra a veneração mais primitiva de Hermes, essencialmente pelos pastores, que lhe deram os epítetos de Hermes Epimélio e Hermes Nômio, sendo invocado como o protetor das cabanas, dos cavalos, dos cães, dos rebanhos, dos leões e dos javalis. Certas características primitivas seriam perdidas para Apolo Nômio, após o domínio dos dóricos.
Em épocas ainda remotas, recebeu na Samotrácia o epíteto de HermesCasmilo, com características de um deus ctônico, protetor do subsolo e da vegetação. Era nesta época, representado com um falo desenvolvido, evidenciando o vigor viril, sendo cultuado ao lado das deusas da fecundidade.
Com a evolução do mito, a divindade sofreu transformações significantes, desenvolvendo novas características e recebendo outros atributos.
Com o epíteto de Hermes Logio, era venerado como o deus da eloqüência e da persuasão, com o poder de praticar boas transações, favorecendo o comércio, proporcionando bons lucros aos helenos.
Hermes Krysorrais (munido de vara de ouro), mostrava o deus com o famoso caduceu, uma vara mágica que transformava em ouro tudo o que tocava, além de distribuir abundância aos homens. Portador das mensagens de Zeus, através do caduceu, transmitia aos mortais a benção dos olímpicos.
Com os epítetos de Hermes Empolaios (que preside o comércio) e Hermes Agoraios (que dirige as tarefas da praça pública), era venerado nas terras do Mediterrâneo visitadas pelos gregos. Trazia uma bolsa cheia como atributo, representando os lucros nas transações comerciais.
Hermes Agonios (que preside os certames), cultuava a juventude e a virilidade do deus, sendo venerado nos ginásios e estádios atléticos da Beócia. Com este epíteto, recebia homenagens periódicas através de lutas de jovens, efetuadas em Atenas, Creta, Acaia e cidades da Arcádia. Recebia culto como sendo o patrono dos desportistas, o criador do pugilato e das práticas atléticas.
Hermes Trismegisto (três vezes santo), era cultuado pelos poetas e cantores, como o protetor da música e inventor da lira; como criador das ciências, da matemática e da astronomia.
Hermes Trismegisto era venerado juntamente com Apolo, as funções que se lhe eram atribuídas confundiam-se com as do deus solar. Várias lendas eram comuns aos dois, como a invenção da lira.
Quanto mais se aceitava um mito, maiores e mais complexas eram as atribuições dadas a ele.
A figura mitológica de Hermes foi adquirindo diversas funções conforme evoluía a civilização grega.
Com o epíteto de Hermes Psicopompo (condutor de almas), passou a ser venerado nas festas dos mortos e próximo às tumbas, como aquele que conduzia as almas dos mortos ao Hades.

Hermes, o Deus dos Ladrões

Tido como um deus natural da Arcádia, onde era primitivamente venerado como divindade agrícola e pastoril, Hermes foi aos poucos, adquirindo atribuições ligadas ao comércio, passando as funções primitivas a Apolo.
A astúcia do deus é descrita desde que era um recém nascido na Arcádia. Após amamentá-lo, Maia deixou-o no berço. Na calada da noite, o bebê libertou-se das faixas com as quais a mãe lhe envolvera o corpo. Silenciosamente, para que não acordasse Maia, deixou o berço. Era um bebê precoce e diferente de todos os imortais.
Hermes caminhou pela noite, direcionando-se para a Tessália. Na mente, o deus planejava roubar o rebanho do rei Admeto, de Feras, cidade daquela região; guardado por Himeneu e Apolo. Afinal, quem poderia desconfiar de um bebê?
Ao chegar aos campos onde estava o gado real, Hermes aproveitou-se de um descuido de Apolo, que caminhava enternecido ao lado do amado Himeneu, roubando-lhes o rebanho.
Apagando as pegadas do gado e às suas próprias, o travesso bebê travessou a Tessália e a Beócia, chegando a Pilo. Ali encontrou Bato, um velho andarilho.
Para que o homem não lhe denunciasse, Hermes ofereceu-lhe um bezerro em troca do silêncio. O velho aceitou a proposta. Mas o pequeno deus não se convenceu da fidelidade do homem. Deixou o gado em uma caverna, tomou a forma de um pastor e voltou para junto de Bato. Diante do velho, simulou desespero, dizendo que se lhe tinham roubado o rebanho, oferecendo uma recompensa a quem lhe desse uma pista do ladrão. Sem desconfiar da verdadeira identidade do pastor, Bato aceitou de imediato o suborno, denunciando o roubo.
Após testar a falsa fidelidade do homem, o astuto deus transformou-o em uma rocha.
Antes que a noite terminasse, Hermes chegou com o gado ao cume do gélido monte Cileno, morada da sua mãe na Arcádia. Deparou-se com uma tartaruga, tomando-a como um sinal de sorte. Pegou o animal e o matou, esvaziando-lhe a carcaça, prendendo a ela pedaços de cana de tamanhos diferentes. Do intestino do animal, distendeu sete cordas. Tocou o instrumento, que produziu o mais belo de todos os sons, tinha inventado a lira.
Cansado da longa jornada, o pequeno voltou ao berço e adormeceu, certo de que a sua esperteza enganaria os guardadores dos animais.
Na Tessália, Himeneu deparou-se com a falta do rebanho. Sentindo-se culpado, recorreu a Apolo para que o ajudasse. Os dons divinos do deus fizeram com que descobrisse que Hermes era o autor do roubo, e que o rebanho real estava no monte Cileno.
Furioso, Apolo dirigiu-se para a Arcádia, onde encontrou Hermes, um bebê recém nascido, a fingir dormir inocentemente, a dissimular sua precoce astúcia.
Mas o deus da luz não se deixou intimidar pelos protestos de Maia, que se sentia ofendida com as acusações, muito menos pela imagem inocente do bebê. Interrogou Hermes, que negou o roubo. Mostrou-se um hábil orador diante das acusaçãoes do irmão. Exasperado, Apolo recorreu a Zeus, senhor do Olimpo, que não se deixou enganar, fazendo o filho confessar e devolver o rebanho.

Vencido, Hermes pegou a lira nas mãos. Quando se preparava para partir, Apolo ouviu uma canção que saía do instrumento que o pequeno tocava. O deus da luz comoveu-se, jamais tinha ouvido tão límpido e perfeito som.
Sorriu para Hermes. Não conseguiu nutrir rancor por tão amável ser. Admirou-se com aquela esperteza. Diante da astúcia do pequeno, Apolo o consagrou como o deus dos ladrões, tornando-se desde então, o seu maior amigo e companheiro.

O Deus dos Viajantes e do Comércio

Desde bebê, que Hermes se mostra um andarilho veloz. Sua primeira grande viagem, da Arcádia à Tessália, foi marcada pela astúcia e pela malícia. A negociação com Bato representou o quanto a esperteza é necessária para que se realize uma empreitada bem sucedida, ainda que ilícita.
As lendas de Hermes e de suas viagens com propósitos ambíguos, repletos de engodos e de vitórias diplomáticas, fizeram com que os gregos antigos o venerasse como o deus viajante, que se encontrava em todas as estradas do mundo. A certeza da presença de um deus, fazia com que os viajantes gregos se sentissem protegidos diante dos perigos.
Assim, Hermes passou a ser cultuado como o deus dos andarilhos e dos viajantes, o condutor de uma viagem tranqüila, protetor de todas as artimanhas que se pudessem deslumbrar nas estradas.
Para invocar a proteção de Hermes aos viajantes, os marcos de pedra que indicavam o rumo, passaram a ser chamados de hermas, transformando-se no símbolo do deus, fazendo-o definitivamente o protetor das longas e perigosas caminhadas pelas terras desconhecidas. No decorrer do tempo, os marcos passaram a ser esculpidos com as características do deus.
Estátuas de Hermes eram erguidas nas encruzilhadas ao longo das estradas. Por muitos séculos, as hermas e o falo foram os principais símbolos do mito de Hermes e das representações feitas pelos artistas.
Com a expansão da civilização grega, as suas viagens passaram a ter maiores objetivos comerciais. Hermes deixou de proteger apenas o viajante, estendendo o seu poder às transações dos comerciantes que viajavam em busca de bons negócios. Sua astúcia era essencial para que se realizasse boas empreitadas.
A ambigüidade que envolvia o comércio, calcada na lábia e na habilidade, muitas vezes regida pela falta de escrúpulos dos helenos, a esperteza como fonte de sobrevivência, tudo volvia à lenda do deus ladrão.
Hermes passou a ser cultuado como o deus do comércio e das transações bem sucedidas, além de eterno protetor dos ladrões, inspirador das suas lábias.
Hermes era o deus dos mercadores, seu caduceu quando estendido aos comerciantes, proporcionava bons lucros, quando estendido à Grécia, trazia as bênçãos dos olímpicos.
Hermes propiciava as fortunas. Ao mesmo tempo em que propiciava os lucros, dispensava-os, sendo visto como doador de bens.
Outra ambigüidade do mito era a sua proteção aos ladrões. Ao mesmo tempo em que os protegia, poderia voltar-se contra eles, repudiando-os. Inventou a balança, instrumento que garantia aos compradores e aos vendedores o mesmo peso. Evitando que uma das partes fosse enganada.

A Representação da Imagem de Hermes

As viagens constantes pelo mundo, a ligeireza em que atravessava os céus do Olimpo, fazia de Hermes um deus vigoroso e atlético, ágil e viril. Assim, era imaginado pelos gregos como belo e jovem. As mais antigas representações do deus ressaltavam-lhe o falo. Suas estátuas viris eram espalhadas pelas encruzilhadas das estradas, à porta das casas, à entrada dos ginásios e estádios.
A imagem do Hermes arcaico era a de um jovem barbado e de cabelos longos, caídos sobre a nuca e o tórax; a cabeça era protegida por um chapéu pontudo ou de abas largas, portando pequenas asas; vestia uma túnica curta; trazia um manto preso ao ombro; um par de sandálias com asas, que o ajudava a voar como o vento; e, o caduceu, às vezes um simples bastão, outras vezes possuidor de três hastes que se encontravam na ponta, fazendo um nó. No decorrer dos tempos, as hastes foram substituídas por duas serpentes.
No século V a.C., a imagem do deus foi reformulada, provavelmente por Fídias (500?-432? a.C.), sendo esculpido nu, sem barba, com uma túnica sobre o braço esquerdo, e, com o braço direito erguido.
Seja qual fosse a representação, a imagem era sempre jovial, viril, repleta de beleza física.
Ao lado de Apolo, Hermes era tido como o símbolo da beleza masculina idealizada pela civilização grega.

A Identificação com Mercúrio

Se Atena (Minerva), era a deusa da sabedoria, promovendo tanto a guerra, como a sua estratégia expansionista; e, Ares (Marte), promovia o horror sanguinário da guerra, as suas calamidades; Hermes era o deus da astúcia das palavras, da diplomacia e da conciliação. Ao contrário de Ares e Atena, ele não é um deus guerreiro, é o menos colérico dos olímpicos. Odeia a guerra e castiga severamente quem a desencadeia. Sua esperteza é usada como embaixadora das soluções pacíficas, é o deus da diplomacia.
Ao mesmo tempo em que propicia os lucros, Hermes condena as guerras que são travadas por causa deles. Seu maior amigo é Apolo, deus da luz e das artes.
Num paradoxo anacrônico, a arte e o lucro caminham juntos.
A característica de deus do comércio, levou Hermes a ser identificado com a entidade romana de Mercúrio. A partir do século V a.C., Mercúrio foi aos poucos, sendo helenizado, adquirindo todas as características de Hermes. Tornou-se na Roma antiga, o mensageiro de Júpiter, sendo nas lendas romanas, fiel servidor e cúmplice dos amores extraconjugais do senhor dos deuses.
Ao contrário de Hermes, que primitivamente foi cultuado como deus pastoril, Mercúrio sempre foi o protetor do comércio. Teve o seu primeiro templo erguido em Roma, em 496 a.C., no vale do Circo Máximo, próximo ao porto do rio Tibre, centro comercial fluvial da cidade.
Assim como Hermes, o caduceu, o chapéu e as sandálias alados, são os principais símbolos de Mercúrio. A ele é acrescentando uma bolsa, simbolizando os lucros das transações comerciais.
Hermes e Mercúrio possuem uma prole com vários filhos em comum. Como a identificação do deus grego com o romano só aconteceu no século V a.C., as lendas dos filhos dos deuses, umas mais antigas do que as outras, fizeram a diferença da prole.
São filhos de Mercúrio: Evandro, fruto do amor do deus com a ninfa Carmena, tido como quem ensinou a escrita e a música aos latinos. Com a ninfa Lara, gerou os gêmeos Lares, entidades protetoras das casas e das encruzilhadas.
A prole de Hermes, mais tarde adotada por Mercúrio, é extensa. Com Afrodite teve Hermafrodito, ser de dupla natureza, metade homem, metade mulher.
Com Antianira teve Equíon, o arauto dos Argonautas, e Êurito, famoso arqueiro. Com Quíone engendrou o famoso ladrão Autólico, avô de Odisseu.
Com a ninfa Acacális teve Cidão, fundador da Cidônia, cidade da ilha de Creta. Com a princesa Herse teve Céfalo, por quem Eos, a Aurora, viria a nutrir uma grande paixão.
A ninfa Driopéia foi quem o fez pai do mito mais famoso da sua prole, Pã, divindade dos pastores e dos rebanhos. Com Daíra teve Elêusis, herói da Ática.
Com a princesa Polimela gerou Eudoro, um dos companheiros de Pátroclo na guerra de Tróia. Com Faetusa concebeu Mírtilo, que teve um infeliz destino como cocheiro do rei Enômao. Com a princesa Aglauro teve Cérix, grande sacerdote de Deméter.
Fonte: jeocaz.multiply.com
Hermes
Filhos
Filhos com Afrodite: Hermafrodito
Etimologia
Em grego (Hermês) e tembém “herma, cipo, pilastra, estela com cabeça de Hermes“, não possui etimologia confiável. Derivar o nome do deus de (hérma), “cipo, pilar” que o representa ou dos “montes de pedras” que o configuram, não é correto, pois que o nome do deus é anterior à “herma que o simboliza”.
Hermes – Deus Grego
Filho de Zeus e de Maia, a mais jovem das Plêiades, Hermes nasceu num dia quatro (número que lhe era consagrado), numa caverna do monte Cilene, ao sul da Arcádia.
Apesar de enfaixado e colocado no vão de um salgueiro, árvore sagrada, símbolo da fecundidade e da imortalidade, o que traduz, de saída, um rito iniciático, o menino revelou-se d euma precocidade extraordinária. No mesmo dia em que veio à luz, desligou-se das faixas, demonstração clara de seu poder de ligar e desligar, viajou até a Tessália, onde furtou uma parte do rebanho de Admeto, guardado por Apolo, que cumpria grave punição.
Percorreu com os animais quase toda a Hélade, tendo amarrado folhudos ramos na cauda dos mesmos, para que, enquanto andassem, fossem apagando os próprios rastros.
Numa gruta de Pilos sacrificou duas novilhas aos deuses, divindo-as em doze porções, embora os imortais fossem apenas onze: é que o menino-prodígio acabava de promover-se a décimo segundo. Após esconder o grosso do rebanho, regressou a Cilene. Tendo encontrado uma tartaruga à entrada da caverna, matou-a, arrancando-lhe a carapaça e, com as tripas das novilhas sacrificadas, fabricou a primeira lira.
Apolo, o deus mântico por excelência, descobriu o paradeiro do ladrão e o acusou formalmente perante Maia, que negou pudesse o menino nascido há poucos dias e completamente enfaixado, ter praticado semelhante roubo. Vendo o couro dos animais sacrificados, Apolo não teve mais dúvidas e apelou para Zeus. Este interrogou habilmente ao filho, que persistiu na negativa.
Convencido de mentira pelo pai e obrigado a prometer que nunca mais faltaria com a verdade, Hermes concordou, acrescentando, porém, que não estaria obrigado a dizer a verdade por inteiro. Encantado com os sons que o menino arrancava da lira, o deus de Delfos trocou o rebanho furtado pelo novo instrumento de som divino. Um pouco mais tarde, enquanto pastorava seu gado, inventou a (syrinks) a “flauta de Pã”.
Apolo desejou também a flauta e ofereceu em troca o cajado de ouro de que se servia para guardar o armamento do rei Admeto.
Hermes aceitou o negócio, mas pediu ainda lições de adivinhação. Apolo assentiu e, desse modo, o caduceu de ouro passou a figurar entre os atributos principais de Hermes, que, de resto, ainda aperfeiçoou a arte divinatória, auxiliando a leitura do futuro por meio de pequenos seixos.
Divindade complexa, com múltiplos atributos e funções, Hermes parece ter sido, de início, um deus agrário, protetor dos pastores nômades indo-europeus e dos rebanhos, dái seu epíteto de Crióforo, por ser muitas vezes representado com um carneiro sobre os ombros.
Pausânias deixa bem claro essa atribuição primária do filho de Maia:“não existe outro deus que demonstre tanta solicitude para com os rebanhos e seu crescimento”.

Os gregos, no entanto, ampliaram-lhe grandemente as funções, e Hermes, por ter furtado o rebanho de Apolo, se tornou símbolo de tudo quanto implica em astúcia, ardil e trapaça: é um verdadeiro trickster, um trapaceiro, um velhaco, companheiro amigo e protetor dos comerciantes e dos ladrões. Na tragédia Reso, 216sq., erradamente atribuída a Eurípedes, o deus é chamado “Senhor dos que realizam seus negócios durante a noite”.
Ampliando-lhe o mito, os escritores e poetas igualmente lhe dignificaram as prerrogativas.
Na Ilíada, XXIV, 334sq., vendo o alquebrado Príamo ser conduzido pelo filho de Maia através do acampamento aqueu, Zeus exclama comovido:
Hermes, tua mais agradável tarefa é ser o companheiro do homem; ouves a quem estimas.
Nesse sentido, como está na Odisséia VIII 335. Hermes, mensageiro, filho de Zeus, é o pispensador de bens.
Além do mais, se qualquer oportunidade é uma dádiva do deus, é porque ele gosta de misturar-se aos homens, tornando-se, destarte, juntamente com Dionisio, o menos olímpico dos imortais.
Protetor dos viajantes, é o deus das estradas.
Guardião dos caminhos, cada transeunte lançava uma pedra, formando um (hérmaion), isto é, literalmente, “lucro inesperado, descoberta feliz” proporcionados por Hermes: assim, para se agradecerem ou para se obterem bons lucros, formavam-se, em honra do deus, verdadeiros montes de pedra à beira da estrada. Diga-se logo que uma pedra lançada sobre um monte de outras pedras simboliza a união do crente com o deus ao qual as mesmas são consagradas, pois que na pedra está a força, a perpetuidade e a presença do divino.
Para os gregos, todavia, Hermes regia as estradas, porque andava com incrível velocidade, pelo fato de usar sandálias de ouro, e, se não se perdia na noite, era porque, “dominando as trevas”, conhecia perfeitamente o roteiro. Com a rapidez que lhe emprestavam suas sandálias divinas e com o domínio dos três níveis, tornou-se o mensageiro predileto dos deuses, sobretudo de seu pai Zeus e do casal ctônio, Hades e Perséfone.
De outro lado, conhecedor dos caminhos e de suas encruzilhadas, não se perdendo nas trevas e sobretudo podendo circular livremente nos três níveis, o filho de Maia acabou por ser um deus psicopompo, quer dizer, um condutor de almas, tanto do nível telúrico para o ctônio quanto deste para aquele: numa variante do mito, foi ele quem trouxe do hades para a luz a Perséfone e Eurídice; na tragédia de Ésquilo, Os Persas, 629, guiou, para curtos instantes na terra, o êidolon do rei Dario.
Para Mircea Eliade são as faculdades “espirituais” do deus psicopompo que lhe explicam as relações com as almas: “Pois a sua astúcia e a sua inteligência prática, a sua inventividade, o seu poder de tornar-se invisível e de viajar por toda parte em um piscar de olhos, já anunciam os prestígios da sabedoria, principalmente o domínio das ciências ocultas, que se tornarão mais tarde, na época helenística, as qualidades específicas desse deus”
Está com a razão o sábio romeno, pois aquele que domina as trevas e os três níveis, guiando as almas dos mortes, não opera apenas com a astúcia e a inteligência, mas antes com a gnose e a magia.
Embora, como frisa Walter Otto, “o mundo de Hermes não seja um mundo heróico”, a esse deus psicopompo não apenas os deuses mas igualmente os homens ficaram devendo algumas ações memoráveis, levadas a efeito mais com a solércia e a magia do que com a força.
Hermes – Deus Grego
Na Gigantomaquia, usando o capacete de Hades, que tornava invisível o seu portador, lutou ao lado dos deuses, matando o gigante Hipólito. Recompôs fisicamente a seu pai Zeus, roubando os tendões, que lhe arrancara o monstruoso Tifão. Libertou a seu irmão Ares, que os Alóadas haviam encerrado num pote de bronze. Salvou a Ulisses e a seus companheiros, estes já transformados em animais semelhantes a porcos, oferecendo-lhe como defesa uma planta fabulosa, de caráter apotropaico, denominada móli, cujos efeitos neutralizaram por completo a beberagem peçonhenta que lhe preparara a feiticeira Circe, conforme nos conta Homero na Odisséia, X, 281-329.
A grande tarefa de Hermes, no entanto, consisitia em ser o intérprete da vontade dos deuses. Após o dilúvio, foi o portador da palavra divina a Deucalião, para anunciar que Zeus estava pronto a conceder-lhe a satisfação de um desejo. Por intermédio dele, o consumado músico Anfião recebeu a lira, Héracles a espada, Perseu o capacete de Hades. Após insistente súplica de Atena a seu pai Zeus, foi ele o enviado à bela Calipso, com ordens para que permitisse a partida de Ulisses, há set anos prisioneiro da paixão da ninfa da ilha Ogígia.
Foi quem adormeceu e matou Argos, o gigante de cem olhos, colocado pela ciumenta Hera como guardião da vaca Io. Levou ao monte Ida, na Frígia, as três deusas, Hera, Atena e Afrodite, para que o pastor Páris fosse o árbitro na magna querela provocada por Éris, acerca da mais bela das imortais. Por ordem expressa de Zeus, cumpriu a ingrata missão de levar a Prometeu, aguilhoado a uma penedia, o ultimatum, para que revelasse o grande segredo que tantto preocupava o pai dos deuses e dos homens. Conduziu o pequeno Dionisio de asilo em asilo, primeiro para a corte de Átatmas e depois para o montet Nisa. A ele coube, igualmentet, a gratíssima tarefa de conduzir Pisqué para o Olimpo, a fim de que se casasse com Eros.
Poder-se-iam multiplicar as missões e as comissões de Hermes, mas o que interessa mais de perto nesse deus tão longevo, que só faleceu, se é que faleceu, no século XVII, “são suas relações com o mundo dos homens, um mundo ‘aberto’, que está em permanente contrução, isto é, sendo melhorado e superado.
Os seus atributos primordiais – astúcia e inventividade, demínio sobre as trevas, interesse pela atividade dos homens, psicopompia – serão continuamente reinterpretados e acabarão por fazer de Hermes uma figura cada vez mais complexa, ao mesmo tempo que um deus civilizador, patrono da ciência e imagem exemplar das gnoses ocultas”. Agilis Cyllenius, o deus rápido de Cilen, como lhe chama Ovídio nas Metamorfoses, o filho de Maia para os helenos, era o (lóguios), o sábio, o judicioso, o tipo inteligente do grego refletido, o próprio Lógos.
Hermes é o que sabe e, por isso mesmo, aquele que transmite toda ciência secreta. Não sendo apenas um olímpico, mas igualmente ou sobretudo um “companheiro do homem”, tem o poder de lutar contra as forças ctônias, porque as conhece, como demonstrou Kerényi em sua obra capital sobreHermes.
Todo aquele que recebeu deste deus o conhecimento das fórmulas mágicas tornou-se invulnerável a toda e qualquer obscuridade. No Papiro de Paris, o deus de Cilen é chamado, por esse motivo, “o guia de todos os magos”, (pánton mágon arkheguétes).
Através do livro de Lúcio Apuleio sobre a bruxaria, ficamos sabendo que o feiticeiro o invoca nas cerimônias como aquele que transmite conhecimentos mágicos: Solebat aduocari ad magorum cerimonias Mercurius carminum uector – “Mercúrio costumava ser invocado nas cerimônias dos magos como transmissor de fórmulas mágicas”.
Inventor de práticas mágicas, conhecedor profundo da magia da Tessália, possuidor de um caduceu com que tangia as almas na luz e nas trevas, foi com esses atributots que Hermes mereceu estes versos lindíssimos do maior poeta ocidental da antiguidade cristã, Aurélio Clement Prudêncio (cerca de 348 d.e.c.): Nec non Thessalicae doctissimus illi magiae; traditur extinctas sumptae moderamine uirgae; in lucem reuocasse animas; ast alias damnasse neci penitusque latenti; inmersisse Chao. facit hoc ad utrumque peritus.
Mercúrio conhece profundamente a magia da Tessália e contat-se que su caduceu conduzia as almas dos mortos para as alturas da luz… mas que condenava outras à morte e as precipitava nas profundezas do abismo entreaberto. Ele é perito em executar ambas as operações.
Ad utrumque peritus, “hábil em ambas as funções”, isto é, versado em conduzir para a luz ou para as trevas: eis aí o grande título de hermes, o vencedor mágico da obscuridade, porque sabe tudo e, por esse motivo, pode tudo.
Aquele que é iniciado pelo luminoso Hermes é capaz de resistir a todas as atrações das trevas, porque se tornou igualmente um “perito”.
Mesmo após a grande crise por que passou a religião grega, com o martelamento dos teplos de seus deuses pelo imperador Flávio Teodósio, Hermes continuou vitorioso, através, claro está, de mil vicissitudes.
Assimilado ao deus egípcio Tot, mestre da escritura e, por consequência, da palavra e da inteligência, mago terrível e patrono dos magos, que, já no século V a.e.c., era identificado a Hermes, como ensina Heródoto, bem como ao inventivo e solerte Mercúrio romano, o deus de Cilene, com o nome de Hermes Trimegisto, isto é, “Hermes três vezes Máximo”, sobreviveu através do hermetismo e da alquimia, até o século XVII.
No mundo greco-latino, sobretudo em Roma, com os gnósticos e neoplatônicos, Hermes Trimegisto se converteu num deus muito importante, cujo poder varou séculos.
Na realidade, Hermes Trimegisto resultou de um sincretismo, como já se assinalou, com o Mercúrio latino e com o deus “ctônio” egípcio Tot, o escrivão da psicostasia no julgamento dos mortos no Paraíso de Osíris e patrono, na Época Helenística, de todas as ciências, sobretudo porque teria criado o mundo por meio do lógos, da palavra.
Pois bem, em Roma, a partir dos primeiros séculos da era cristã, surgiram muitos tratados e documentos de caráter religioso e esotérico que se diziam inspirar-se na religião egípcia, no neoplatonismo e neopitagoricismo. Esse vasto conjunto de escritos que se acham reunidos sob a epígrafe de Corpus Hermeticum, “coleção” relativa a Hermes Trimegisto, fusão de filosofia, religião, alquimia, magia e, sobretudo de astrologia, tem muito pouco de egípcio. Desse Corpus Hermeticum muito se aproveitou a Gnose, em grego (gnôsis), “conhecimento”, que se pode definir como conhecimento esotérico da divindade, que se transmite particularmente através de ritos de iniciação.
Hermes – cópiaromana de um original ateniense – 425 a.e.c.Os gnósticos com seu gnosticismo, isto é, sincretismo religioso, uma amálgama graco-egípcio-judaico-cristão, surgido também nos primeiros séculos de nossa era, procuraram conciliar todas as tendências religiosas e explicar-lhes os fundamentos por meio da gnose.
Como judiciosamente acentua Leonel Franca, essa erupção religiosa se deveu particularmente pela dúvida, o que fez os espíritos se voltarem para um “comércio mais íntimo com a divindade”.
Diz Lonel Franca: “Fatigados pelo ecletismo e abatidos pela dúvida, buscam os espíritos em novos processos de conhecimento e num comércio mais íntimo com a divindade as bases de uma nova metafísica e a natural expansão de sentimentos religiosos a que já não podia satisfazer o Panteón despovoado de Roma.
Desta tendência nasceu o neoplatonismo fundado por Amônio Saca (176-243), mas organizado e unificado em corpo de doutrina por Plotino (205-270), seu discípulo.
Viu-se que Hermes, em troca da “flauta de Pã”, recebeu de Apolo, além do caduceu, lições de mântica, de poder divinatório. Foi graças a esse dom do deus de Delfos, que o “deus alquímico” fez jus a um templo na Acaia, onde respondia às consultas de seus devotos pelo denominado processo das vozes.
Purificado, provalvelmente com o mais simples processo da ablução, o consulente dirigia-se para o fundo do templo, onde estava a estátua de Hermes e dizia-lhe baixinho ao ouvido o seu desejo secreto.
Em seguida, tapava fortemente as orelhas com as mãos e caminhava até o átrio do templo, onde, num gesto rápido, afastava as mãos: as primeiras palavras ouvidas dos transeuntes eram a resposta do oráculo e a decisão de Hermes. Esse método, direto e econômico, popularizou-se, passando a voz humana “não provocada” a ter poders mágicos. Afinal vox populi, vox dei, a voz do povo é a voz de Deus.
Hermes teve vários amores e vário filhos. o mais importante de todos, porém, foi Hermafrodito.
A iconografia de Hermes apresenta-o com um chapéu de formato especial, (pétasos), o Pétaso; com sandálias providas de asas e segurando um caduceu com duas serpentes entrelaçadas na parte superior.
Hermes Trimegisto foi um deus tão importante, que, em Listra, a multidão, ao ver um milagre de Paulo, tomou-o por Hermes e gritou entusiasmada, pensando estar diante de deuses, de Paulo e de Barnabé, sob forma humana, e isto porque Paulo parecia ser aquele (Herms), (ho hegúmenos tû lógu), “aquele que lhes dirigia a palavra”.
Naquel dia, o grande apóstolo, em companhia de Barnabé, deve tr convertido a muitos, que certamente compreenderam que Paulo não era Hermes, nem tampouco o Lógos, mas um simples instrumento do único e verdadeiro Lógos.
Odsson Ferreira
Referência Bibliográfica
AUGRAS, Monique. A Dimensão simbólica. Petrópolis, Vozes, 1980, P. 66sq;
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol II. Petrópolis, Vozes, 2004;
COROMINAS, J. Diccionario Crítico Etitmológico de la Lengua Castellana, 4 vol. Madrid. Editorial Gredos, 1954, s.u;
ELIADE, Mircea. Op. cit., p.109;
FRANCA, S.J. Leeonel. Op. cit., p. 68sq;
KERÉNYI, K. Hermes der Selenführer. Zürich, Rhein-Verlag, 1944.
Fonte: www.templodeapolo.net
Compartilhe:

Michel Belli

Poste um Comentário: