Começou com um artista pelado, seguiu para uma assessora tomando um soco e chegou aos críticos que foram reclamar no museu errado.

Começou com um artista pelado, seguiu para uma assessora tomando um soco e chegou aos críticos que foram reclamar no museu errado.

Resumão sobre a polêmica do MAM pra você entender tudo que aconteceu

Pode ser que você tenha notado uma porção de amigos seus fazendo avaliações de páginas de museus neste fim de semana.



Esse foi o efeito de uma história que começou na semana passada. No dia 26 de setembro, aconteceu uma performance do artista Wagner Schwartz no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Ele estava nu em um tatame e o público podia manipulá-lo se quisesse.

A performance se chamava "La Bête" onde, de acordo com o site da exposição, o artista "se torna um Bicho de Lygia Clark e pode ser manipulado pelo público". "Bichos" é uma série de esculturas feita pela artistas plástica nos anos 1960 com a proposta do público poder manipular suas peças de metal. A mesma performance foi apresentada em Salvador em agosto deste ano.

A performance se chamava "La Bête" onde, de acordo com o site da exposição, o artista "se torna um Bicho de Lygia Clark e pode ser manipulado pelo público". "Bichos" é uma série de esculturas feita pela artistas plástica nos anos 1960 com a proposta do público poder manipular suas peças de metal. A mesma performance foi apresentada em Salvador em agosto deste ano.


Não demorou para as pessoas começarem a compartilhar um vídeo nas redes sociais acusando a performance de incitação à pedofilia.

Isso porque, durante a apresentação, uma criança, que estava acompanhada da mãe, tocou as pernas do artista.

Isso porque, durante a apresentação, uma criança, que estava acompanhada da mãe, tocou as pernas do artista.

E não adiantou o MAM soltar um comunicado explicando que a apresentação foi única, que a sala tinha sinalização de que haveria nudez artística e que não se tratava de conteúdo erótico.



O museu publicou a nota dois dias depois da performance, na quinta-feira (28).

No sábado, dia 30 de setembro, um grupo de 20 pessoas se reuniu na frente do Museu para se posicionar contra a performance e a assessora de imprensa do MAM, Roberta Montanari, foi agredida: ela tomou um soco e foi xingada de pedófila por uma manifestante.


No domingo, um ato com 200 pessoas aconteceu em apoio ao MAM, com a presença de artistas, curadores e diretores de museus.


Nas redes sociais, diversas instituições manifestaram seu apoio ao MAM. Entre eles o Masp, o Instituto Goethe, a Fundação Bienal, o Museu Afro Brasil, entre outros.


Enquanto isso, as pessoas ofendidas com a performance organizaram um boicote aos museus nas redes. Claro que a ideia tem grandes chances de não funcionar, uma vez que infelizmente museus no Brasil já são pouquíssimo frequentados.



Teve muita gente que foi fazer reviews negativas na página do MAM, porém no MAM errado. A página do MAM do Rio de Janeiro foi inundada de comentários.

Em entrevista ao jornal O Globo, Fernando Cocchiarale, o curador do MAM Rio declarou: "Todos têm o direito, seja por religião, ou por orientação sexual, de não gostar de ver certas coisas. Mas aí, vai quem quer. Quem acusa o MAM SP de pedofilia deveria estar mais preocupado com a população de crianças de rua, das que vivem nos orfanatos, que são locais em que elas estão efetivamente expostas a abusos sexuais".

Em entrevista ao jornal O Globo, Fernando Cocchiarale, o curador do MAM Rio declarou: "Todos têm o direito, seja por religião, ou por orientação sexual, de não gostar de ver certas coisas. Mas aí, vai quem quer. Quem acusa o MAM SP de pedofilia deveria estar mais preocupado com a população de crianças de rua, das que vivem nos orfanatos, que são locais em que elas estão efetivamente expostas a abusos sexuais".

Além disso, milhares de pessoas resolveram dar uma opinião sobre o assunto, seja a favor ou contra a performance. Como o prefeito de São Paulo, João Doria, que reprovou a obra e disse que tanto ela quanto a exposição Queermuseu, do Rio Grande do Sul, "afrontam o direito, a liberdade e a responsabilidade".


Ou o ator Alexandre Nero, que encontrou um aspecto realmente assustador no episódio.


O @utops deu duas regras básicas sobre opiniões sobre arte.


Como se não bastasse, começou a rolar um boato de que o artista Wagner Miranda Schwartz teria sido morto a pauladas na zona sul de São Paulo. De acordo com o G1, a "Secretaria da Segurança Pública de São Paulo nega e diz que não houve nenhuma morte a pauladas na região na data especificada".



E se você achou pouco, ainda teve os ataques virtuais a uma obra que não tem nada a ver com o assunto: a "Marte e Vênus com uma roda de cupidos e paisagem", pintada entre 1605 e 1610, do artista Carlos Saraceni, postada no Instagram do Masp.







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Michel Belli

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