Geralmente, é exatamente para essas pessoas que nós pedimos explicações quando as coisas parecem inexplicáveis.

Com a quantidade de pessoas muito inteligentes no mundo, constantemente tentando documentar, fazer descobertas e entender nosso mundo e seus mistérios, é muito difícil que coisas desconhecidas permaneçam desconhecidas por muito tempo. Geralmente, é exatamente para essas pessoas que nós pedimos explicações quando as coisas parecem inexplicáveis.
10 descobertas bizarras que deixaram especialistas confusos

Mas, às vezes, os especialistas e cientistas ficam tão desconcertados quanto nós quando descobertas estranhas são feitas. Sejam objetos ou eventos, tais fenômenos, que muitas vezes nos parecem estranhos ou bizarros, permanecem intrigantes até serem identificados e compreendidos – se um dia o são.

10. Irrigador vaginal

 Em 2010, quando um objeto misterioso foi descoberto durante uma escavação dos terrenos da Prefeitura de Nova York, os arqueólogos, perplexos, não conseguiram identificá-lo. Encontrado em uma pilha de lixo, entre garrafas de cerveja e os ossos de uma vaca que havia sido o prato principal de um banquete, o objeto era um cilindro fino feito de osso com roscas de parafuso em cada extremidade, uma parte perfurada e uma tampa com um furo em seu centro, o que deixou os especialistas perplexos.

Em busca de uma resposta, os cientistas teorizaram que o objeto poderia ser “um moinho de especiarias ou uma agulha”, diz Alyssa Loorya, presidente da Chrysalis Archaeology, a empresa que supervisiona a escavação como parte de um projeto de reabilitação. “Nós ficamos perplexos”, ela admitiu.
O artefato estranho foi identificado depois que um dos membros da equipe de Loorya, Lisa Geiger, viu um objeto semelhante enquanto trabalhava em um museu da Filadélfia. Era uma seringa, ou irrigador, vaginal. As mulheres do século 19 usavam-nas para prevenir a gravidez, para se limpar ou para tratar doenças sexualmente transmissíveis. Irrigadores similares foram encontrados em um antigo bordel durante uma escavação arqueológica em Boston. Os dispositivos não eram apenas usados ​​por prostitutas; as mulheres de todos os estratos socioeconômicos também empregavam os irrigadores e, em Nova York, as mulheres davam umas às outras como presentes de casamento.

9. Ossos enterrados


Em 2007, os arqueólogos fizeram uma das descobertas mais bizarras já feitas: um crânio de 9.300 anos de idade, enterrado com os restos de mãos decepadas – a esquerda cobrindo o lado direito da cabeça e apontando para cima, a direita cobrindo o lado esquerdo da cabeça e apontando para baixo – foi encontrado em Lapa do Santo, no interior de Minas Gerais. Embora entendessem que os restos eram de uma vítima de sacrifícios rituais, os arqueólogos ficaram desconcertados quanto ao significado do arranjo do crânio e das mãos.
Andre Strauss, pesquisador do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, encontrou o estranho conjunto enterrado sob uma pedra. A análise de isótopos de estrôncio mostrou que os ossos pertenciam a um jovem local. Ele sofreu uma morte horrível e agonizante, segundo os especialistas. A forma como suas vértebras do pescoço foram fraturadas indica que sua cabeça não foi completamente cortada pelo golpe de uma lâmina, e “o músculo e o tecido remanescentes foram então torcidos e rasgados para removê-la do corpo”. A carne não foi esfolada de seu corpo , e nenhuma evidência sugeriu que a cabeça e as mãos estavam montadas como uma exibição.
Embora as mãos amputadas às vezes sinalizem punição e uma advertência dos resultados de violar as normas sociais e também uma maneira pela qual desonrar inimigos conquistados, a condição do crânio não corresponde a nenhuma dessas possibilidades, e os arqueólogos permanecem perplexos como o significado da estranha exibição.

8. Suicídios caninos


Pode parecer estranho, mas cães cometeram suicídio na Escócia. Uma cidade próspera no passado, Dumbarton se tornou pouco mais do que um subúrbio nos arredores de Glasgow. O lugar pode parecer deprimente em um dia sombrio e até mesmo os cães parecem se sentir deprimidos lá. Em fevereiro e março de 2005, alguns deles saltaram para a morte de cima de uma ponte.
Em um caso, o cão de uma mulher saltou sobre o parapeito da ponte, caindo 12 metros para morrer lá embaixo. A mulher, que ficou chocada com o incidente, não fazia ideia de por que seu amado companheiro canino teria feito tal coisa.
Outros quatro cães também pularam da ponte, com os mesmos resultados. Estranhamente, todos saíram do mesmo lugar. A behaviorista animal Joyce Stewart pediu uma investigação do fenômeno. Ela afirma que o suicídio canino não é algo sobre o qual ela já tivesse ouvido antes, e o comportamento dos cachorros é certamente “anormal”. Ela especulou que os animais poderiam ter experimentado uma ilusão de ótica que interferisse com sua capacidade normalmente boa de avaliar as distâncias. De acordo com Stewart, “pelas fotografias da ponte, parece que os galhos e folhas da árvore sobem acima da ponte e podem causar algum tipo de confusão para o animal, que pensa que está pulando para algo sólido”.
“Os incidentes na ponte são uma grande preocupação para nós porque gostaríamos de entender por que eles estão acontecendo”, afirmou na época Graham, apesar da hipótese de Stewart. Os behavioristas de animais não conseguiram explicar o comportamento estranho dos cães e os especialistas em bem-estar dos animais aconselharam os donos de animais de estimação a manter seus cães encoleirados.

7. Geoglifos ocultos na Amazônia


 Marcas de geoglifos de 2.000 anos de idade, do tamanho de quadras de cidades, formando círculos e quadrados em milhares de hectares, foram descobertas na Amazônia brasileira. As antigas terraplenagens, que incluem trincheiras de 11 metros de largura e 4 metros de profundidade, permaneceram ocultas até a década de 1980, quando agricultores limparam a terra para a criação de gado. Os arqueólogos ainda estão intrigados com os geoglifos gigantes, cujo propósito permanece desconhecido.

A descoberta dos projetos questiona a ideia de que os humanos deixaram a Amazônia intocada até que os exploradores europeus chegaram ao século 15. Agora, parece que os nativos estavam gerenciando as florestas usando “processos agrícolas sustentáveis”. Conforme observado por Jennifer Watling, que conduziu a pesquisa como estudante na Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, “muitas pessoas têm a ideia de que as florestas amazônicas são florestas prístinas (intocadas), nunca tocadas por seres humanos, e, obviamente, não é o caso”.

6. Godzillus


Descobertas em 2011 pelo paleontólogo amador Ron Fine, as partes do bizarro fóssil de 70 kg conhecido como “Godzillus” continuam a intrigar cientistas. Descoberto no norte do Kentucky, nos EUA, o fóssil de 450 milhões de anos tem 1,8 m de comprimento e 0,9 m de largura e se assemelha a um grupo de pedras de concreto. Os cientistas não sabem se o fóssil é de um animal ou de uma planta. De acordo com o geólogo Carl Brett, da Universidade de Cincinnati, Godzillus é o maior fóssil de sua era já descoberto na região.
Fine sugere que o fóssil poderia ser de algas marinhas, mas David Meyer, outro professor de geologia da UC, diz que a descoberta os deixou perplexos. O fóssil não é um peixe, mas o palpite de Meyer é que pode ser o restos de uma esponja, observando que a área em que Fine encontrou Godzillus era “coberta por um mar, de 30 a 60 metros de profundidade”. Mas o palpite é apenas isso: um palpite. Os especialistas não sabem com certeza o que Fine descobriu quando encontrou os restos de Godzillus.

5. Planta-animal


De tamanho microscópico, o Mesodinium Chamaeleon é mais uma das descobertas que deixou os cientistas confusos. Não é uma planta, mas também não é um animal. Como um animal, usa seus cílios parecidos com cabelos para nadar, devorando plantas. Após a alimentação, ele se transforma em uma planta e pode fotossintetizar. Depois de um tempo, ele consome os grânulos de clorofila que obteve comendo as planta e volta a ser um animal para começar o processo de novo. A bizarra criatura, descoberta em 2012 na costa de Copenhague, na Dinamarca, habita no fundo do oceano.
Os cientistas estão desconcertados. Eles não podem descrevê-lo em detalhes, e eles não foram capazes de determinar a quantidade de energia que a criatura obtém da fotossíntese. Eles também não sabem por que ele come os grânulos de clorofila que adquire. Outras descobertas dependem de “colocar esta planta-animal em uma cultura em nosso laboratório”, diz Ojvind Moestrup, professor na seção de Biologia Marinha do Departamento de Biologia da Universidade de Copenhague.

4. Monumento misterioso


Em 2017, os arqueólogos que escavaram um assentamento pré-histórico em Thirassia, uma das ilhas de Santorini, na Grécia, descobriram um monumento de 2.200 anos. Incapazes de determinar sua origem, especialistas da Universidade Jônica, da Universidade de Creta e do Departamento de Antiguidades das Cicládicas ficaram desconcertados.

De acordo com o Ministério grego da Cultura e Antiguidades, o monumento em forma oval é ornamentado com inúmeras características decorativas e pode ter sido associado a um deus, embora qual deles, se realmente for um, permaneça pouco claro.

3. Geleia de estrelas


Os cientistas ficaram perplexos com o estranho lodo gelatinoso que apareceu em uma reserva natural em Somerset, na Inglaterra, em 2012. A substância bizarra foi encontrada em vários locais. Os especialistas não conseguiram explicar a sua origem, embora algumas suposições tenham sido feitas. O porta-voz da reserva, Tony Whitehead, sugeriu que o limo poderia ser Nostoc, uma forma de cianobactérias.
Outras suposições dizem que podem ser as vísceras regurgitadas dos anfíbios e sua desova. Whitehead disse que, nos séculos passados, a substância era “conhecida várias vezes como geleia de estrelas, geleia astral ou astromyxina”, e o folclore associou-as a meteoros. Outras especulações sugeriram que faltava DNA, embora parecesse estar vivo. Os especialistas não sabiam o que fazer com o limo. Os visitantes da reserva foram avisados ​​para não tocarem na substância, seja lá o que ela fosse.

2. Inseto estranho


Um inseto misterioso que confundiu especialistas pode ser uma nova espécie recentemente descoberta. O inseto, que é do mesmo tamanho que um grão de arroz, é preto e vermelho e foi visto pela primeira vez no Jardim de Vida selvagem do Museu de História Natural de Londres, em 2007. Desde então, também foi visto no Regent’s Park e no Gray’s Inn. Já se tornou o inseto mais comum no jardim do museu e poderia continuar a se espalhar por todo o Reino Unido.
O museu contém 28 milhões de espécimes de insetos, mas nenhuma delas coincide com o estranho inseto, que parece mais com Arocatus roselli, uma espécie rara da Europa Central. No entanto, o inseto misterioso é mais brilhante do que o A. roselli e o A. roselli, ao contrário do inseto não identificado, está associado a árvores alnus. “Parece estranho que tantos desses insetos apareçam de repente”, disse Max Barclay, que trabalha para o museu. Possivelmente, o inseto é A. roselli, afinal de contas, e se multiplicou e tornou-se invasivo depois de se alimentar de árvores do gênero platanus em vez de alnus. Caso contrário, o inseto pode ser uma espécie nunca antes encontrada.

1. Criança adulta


Quando tinha 16 anos, Brooke Greenberg parecia uma criança pequena. Nem os médicos nem os pesquisadores médicos sabiam por que seu corpo e seu cérebro nunca cresciam nem envelheciam. Brooke também sofria de outras contradições. Seus ossos eram os de uma criança de dez anos, e ela ainda tinha seus dentes de bebê. Sua idade mental era de apenas um ano. Ela nunca foi diagnosticada com uma síndrome genética ou uma anormalidade cromossômica. Devido à sua condição, ela vivia em um carrinho de bebê, usava roupas de criança, dormia em um berço e era inteiramente dependente do cuidado de seus pais. Através dela, os cientistas esperavam aprender mais sobre como a genética afeta e contribui para o processo de envelhecimento.
De acordo com o pediatra Lawrence Pakula, da Johns Hopkins School of Medicine, a condição de Brooke pode ter sido única. “Muitos dos nomes mais conhecidos da medicina, na sua experiência, não tinham visto alguém como Brooke”, diz ele. O Dr. Richard Walker, da Faculdade de Medicina da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA, disse que partes do corpo de Brooke estavam se desenvolvendo isoladamente, e não como partes de um todo, e que seu desenvolvimento estava “fora de sincronia” entre si. Brooke experimentou apenas “mudanças muito mínimas” em seu cérebro. Ela pesava apenas 7 quilos e tinha apenas 76 centímetros de altura.

Durante os primeiros seis anos, Brooke submeteu-se a cirurgia para sete úlceras estomacais perfuradas e teve outras operações médicas. Ela sofreu uma convulsão depois de sofrer um acidente vascular cerebral, mas o evento não prejudicou seu cérebro. Aos quatro anos, ela foi diagnosticada com um tumor cerebral, que desapareceu por conta própria. Os especialistas estavam perplexos quanto à causa de sua doença. A terapia com hormônio do crescimento mostrou-se ineficaz. Somente seus cabelos e unhas cresceram. Infelizmente, Brooke faleceu em 2013, aos 20 anos. Ela ainda se parecia fisicamente com uma criança.
Se os médicos pudessem ter resolvido o mistério do não envelhecimento da criança adolescente, eles poderiam ter desenvolvido os meios para retardar o envelhecimento em si, um avanço que poderia ter uma variedade de aplicações, inclusive permitindo que os astronautas viajassem no espaço por muito mais tempo do que eles podem agora.
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Michel Belli

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