Cúmplices dos várias mortes que mancharam a década de 60, alguns dos seguidores e membros da “Família Manson”, a seita de homicidas liderada por Charles Manson, continuam vivos. E à procura da liberdade.

Cúmplices dos várias mortes que mancharam a década de 60, alguns dos seguidores e membros da “Família Manson”, a seita de homicidas liderada por Charles Manson, continuam vivos. E à procura da liberdade.

Charles Manson: o que aconteceu aos seguidores do “diabo”?

Charles Manson, um dos mais conhecidos assassinos do século XX, líder de uma seita de homicidas, morreu na noite de domingo de causas naturais. Estava na prisão há mais de 40 anos. Foi condenado em 1971 com mais quatro dos membros da seita responsáveis por vários homicídios violentos. O que é feito destes condenados e de outros membros do grupo do “diabo” (cognome atribuído a Manson)?
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Charles “Tex” Watson, de 71 anos, é descrito como “a mão direita” de Manson. A 9 de Agosto de 1969, ele e três mulheres mataram Sharon Tate e mais quatro pessoas que estavam de visita à actriz, na sua casa em Beverly Hills. Na noite seguinte mataram um casal, Leno e Rosemary LaBianca, na sua casa de Los Angeles. Watson continua na prisão da Califórnia depois de repetidamente lhe ter sido negada a liberdade condicional. Tornou-se pastor em 1981, seguindo um caminho semelhante a outros membros da “Família Manson” que também se voltaram para o cristianismo.

Patricia Krenwinkel, de 69 anos, participou nos homicídios do casal LaBianca e na residência de Tate, tornando-se a mulher com pena mais longa na Califórnia. Em Junho, foi-lhe negada a liberdade condicional depois de uma investigação de seis meses às suas alegações de que tinha sido alvo de abusos por parte de Manson ou de outra pessoa (não identificada), de acordo com o Los Angeles Times.

Leslie van Houten
, de 68 anos, está a cumprir uma pena de prisão prepétua por ter participado no homicídio do casal LaBianca. Em 2016, o governador da Califórnia, Jerry Brown, recusou o pedido de liberdade condicional, justificando que Van Houten continua a representar um “enorme perigo para a sociedade”. Em Setembro, foi feito um novo pedido, que deverá culminar com uma decisão de Brown.
Bruce Davis, de 75 anos, foi condenado a passar o resto da vida na prisão pelo homicídio do professor de música Gary Hinman e do duplo Donald “Shorty” Shea. O governador Brown rejeitou repetidamente os pedidos de liberdade condicional.


Robert (Bobby) Beusoleil, de 70 anos, está a cumprir pena perpétua pelo homicídio de Hinman. O último pedido de liberdade condicional foi negado a 14 de Outubro de 2016. Poderá voltar a pedir liberdade condicional em 2019.

Em liberdade
Lynette “Squeaky” Fromme, de 69 anos, foi membro da “Família Manson” e assistiu ao julgamento de Manson. Em 1975, foi detida por um membro dos Serviços Secretos depois de ter apontado uma arma ao então Presidente, Gerald Ford. Foi acusada de tentativa de homicídio e condenada a prisão perpétua. Foi-lhe concedida liberdade condicional em 2009 e mudou-se para o estado de Nova Iorque, de acordo com o New York Post.


Steven “Clem” Grogan foi libertado depois de ter revelado a localização do cadáver de Donald Shea, morto em 1969.

Membros que já morreram

Susan Atkins
, que participou em vários crimes, incluindo os que foram levados a cabo na casa de Tate e que escreveu “Pig” (“porco”, em português) com sangue nas paredes da casa, morreu de cancro cerebral na prisão da Califórnia em 2009, quando tinha 61 anos. Atkins tinha visto o seu pedido de liberdade condicional negado quando a doença se agravou.



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Michel Belli

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