Já percebeu que não é nada difícil ouvir alguém falando que está cansado?

Já percebeu que não é nada difícil ouvir alguém falando que está cansado? Talvez seja você mesmo quem vive dizendo isso por aí. Mas a tendência é que realmente aconteça cada vez mais, visto que vivemos em uma era onde há o acúmulo de atividades. Estamos sempre muito ocupados com o trabalho, os estudos e até mesmo outras tarefas do dia a dia. Além disso, ainda temos que lidar com aquela velha mania de procrastinação, que ainda deixa tudo um pouquinho pior.


No entanto, existem casos um pouco mais extremos, em que uma pessoa se sente cansada e tenta relaxar nos tempos de folga, mas ainda assim não consegue. Anna Katharina Schaffner é um bom exemplo. Mesmo quando tentava descansar, ainda se mantinha preocupada e tinha o costume de ficar sempre checando seu e-mail. É como se aquele ato fosse preciso para que ela se mantivesse viva. No entanto, sua energia apenas era drenada e ela se sentia desanimada para executar qualquer tipo de atividade.

Doença moderna
Tal sensação é algo que atinge mais pessoas do que somos capazes de imaginar. É algo que está sempre presente nas mídias. Se você prestar um pouquinho de atenção, poderá perceber que o tema é sempre abordado por programas de TV, que insistem em falar do cansaço contemporâneo. Foi exatamente isso que Schaffner percebeu: "Todos os comentaristas citavam nossa época como a mais terrível - o apocalipse absoluto para nossas reservas de energia", afirmou ela. Mas será que é realmente isso que acontece?

Um estudo organizado por médicos da Alemanha, consultou outros médicos e pôde constatar que 50% deles sofriam do chamado burnout. Trata-se de um distúrbio psíquico que pode se associar ao desenvolvimento de depressão e está conectado ao contexto ocupacional da pessoa. Grande parte dos médicos alegaram se sentirem cansados o tempo

todo e que apenas pensar no trabalho já os fazia ficarem esgotados.

Embora tenham ligações, o burnout e a depressão ainda apresentam diferenças significativas. Segundo Schaffner "Teóricos costumam concordar que a depressão envolve perda de autoconfiança, ou até ódio a si mesmo e auto desprezo, o que não é o caso do burnout, onde a imagem de si mesmo permanece intacta. O ódio no burnout se volta contra a organização para a qual a pessoa trabalha. Ou contra o sistema sociopolítico ou econômico mais amplo".

Segundo o que apontam as pesquisas, nossos cérebros apenas não são desenvolvidos o suficiente para lidar com a pressão em um ambiente de trabalho moderno. Existe sempre a cobrança pela produtividade, onde o estado emocional da pessoa precisa lhe assegurar ser capaz de mostrar o que os patrões desejam. No entanto, nem sempre isso acontece, o que acaba deixando alguém muito mais cansado que o esperado.

As origens da exaustão
A verdade é que ainda não se sabe de onde vem aquele sentimento de energia. Não se sabe se vem do próprio corpo ou da mente. Se é algo baseado nos comportamentos próprios, ou se é apenas um reflexo da sociedade e do ambiente em que vivemos. Mas por outro lado, pode ser uma junção de tudo isso. Estudos modernos mostram que existem conexões entre a mente e o corpo. São capazes de afetar diretamente o funcionamento de nosso organismo.

"É difícil dizer se uma doença é puramente física ou puramente mental, porque na maioria das vezes se trata das duas coisas ao mesmo tempo", afirma ela. Ainda diz não desacreditar no estresse da vida moderna. Talvez, parte de tudo isso venha da maior autonomia que estamos garantindo com o passar do tempo. Por essa liberdade de controlar nossas atividades.

Desta forma, as pessoas acabam exigindo muito de si mesmas. Ainda vale lembrar que até mesmo as redes sociais são capazes de deixar alguém ainda mais cansado. Perdemos muito tempo checando esse tipo de informação. No entanto, uma boa dica é sempre mediar tudo aquilo que você for fazer. Ter limites entre o lazer e as atividades profissionais podem te ajudar a se manter em maior paz consigo mesmo.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Karina Faris

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