Nesses continentes, as campanhas de imunização dos animais quase não existem.

Nesses continentes, as campanhas de imunização dos animais quase não existem. Por conta disso, a transmissão do vírus acaba sendo mais fácil. Porém, seria muito mais fácil e menos dispendioso investir na prevenção da doença do que na cura dos infectados.


Stephen Luntz, do site IFLScience, conta os resultados de uma intensa campanha de vacinação ocorrido em N’Djamena, a capital do Chade. Ainda que “apenas” 71% dos cachorros tenham sido vacinados entre 2012 e 2013, a incidência da raiva caiu drasticamente nos anos seguinte. Em 2014, cachorros com raiva diminuíram em 95%. Já a quantidade de humanos infectados caiu impressionantes 99,8%!

“Alcançar uma cobertura suficiente para interromper a transmissão do vírus da raiva do cão e prevenir a reintrodução requer uma compreensão aprofundada da ecologia do cão, das interações cão-homem e dos determinantes sociais e culturais da aceitação da vacina”, analisou o professor Jakob Zinsstag, da Universidade de Basileia, na Suíça, que junto com outros cientistas de seu país e do Chade estiverem por trás do experimento africano.

O sucesso da campanha em N’Djamena prova que, mesmo que não seja plausível vacinar todos os animais de uma região, é possível reduzir a mortalidade humana radicalmente! A experiência também pode mostrar que outras doenças transmitidas pelos animais poderiam ter uma abordagem semelhante.

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Karina Faris

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