Segundo os cientistas, sonhos repetitivos são um sinal de alerta do inconsciente. Essa "lição" tende a ser repetida até que o consciente a assimile

Segundo os cientistas, ter sonhos repetitivos é um sinal de que o inconsciente está nos alertando para evitar uma situação. Quando algo está errado conosco, o inconsciente nos alerta por meio dos sonhos. Se a gente não presta atenção ou não entende o seu recado, ele nos enviará mais sonhos, retratando a mesma mensagem. Pode ser com cenários, pessoas e circunstâncias diferentes, embora o enredo seja o mesmo. Se não dá certo, ele bate durante várias noites na mesma tecla. E isso já é capaz de nos deixar encafifados. “Por que sonhei com isto de novo?”, costumamos pensar.


No entanto, se o cérebro persiste em não captar o recado do sonho repetido, então o inconsciente bola sonhos saturados com um teor dramático maior, como estratégia para ser realmente atendido. “E nos presenteia com um pesadelo”, explica a psicoterapeuta alemã Marie-Louise von Franz em seu livro O Caminho dos Sonhos. Assim como nos impactamos ao ver uma cena bem grotesca, violenta ou radical num filme, o pesadelo tem esse efeito.

Traumas muito intensos, como assaltos, acidentes e guerras, podem desencadear sonhos repetitivos em que esses acontecimentos são revividos, e dos quais as pessoas acordam deprimidas, ansiosas, com sudorese e taquicardia. Esse é um dos sintomas de uma doença­ que a psiquiatria hoje chama de Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), que atinge de 15% e 20% das pessoas que testemunharam situações de ameaça à vida.

Embora nem sempre o pesadelo apareça na sequência da repetição de um mesmo sonho, vale a pena se atentar quando um deles se apresenta. Não existe uma receita padrão para interpretá-los. Cada caso é um caso. O importante é focar na linguagem metafórica. Em alguns casos, o caráter de urgência é grande, sendo conveniente despertar para uma atitude mais consciente e responsável com determinada área, relação ou situação de vida.

Os sonhos também têm papel de destaque na depressão: os neurologistas descobriram que a doença melhora quando os sonos REM são suprimidos por meio de medicamentos, embora não saibam explicar por que isso acontece. Também se atribui ao conteúdo emocional dos sonhos certas alterações orgânicas da fase REM, como a variação da frequência cardíaca, da respiração e da pressão arterial.

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Karina Faris

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