Sua mãe deve ter passado um bom tempo da sua infância explicando como é o jeito mais correto de usar um banheiro público.

Sua mãe deve ter passado um bom tempo da sua infância explicando como é o jeito mais correto de usar um banheiro público. Ela dizia que o melhor mesmo era fazer xixi em casa, mas que às vezes a vontade aperta e a natureza nos coloca em uma cilada.


De acordo com a Sociedade Universal das Mães Cautelosas, quanto menos encostarmos-nos a itens do banheiro público, melhor. As meninas, coitadas, são ensinadas a fazer xixi à moda do agachamento, e quando é preciso sentar, para trabalhos mais complexos, a indicação é a de cobrir a tampa do vaso com muito papel higiênico.

Como crescemos ouvindo essas recomendações, nada mais natural do que o nosso repúdio por banheiros compartilhados com muitas pessoas. A questão é: será mesmo que esses ambientes são tão sujos assim?

Não querendo desvalorizar os ensinamentos maternos – longe da gente! –, a verdade é que banheiros públicos são tão sujos quanto os banheiros normais, sabia?

Exame de fezes
Quem diz isso são os autores de uma pesquisa que examinou a sujeira de alguns banheiros públicos masculinos e femininos. Tudo começou com uma boa limpeza dos banheiros – depois disso, amostras de sujeira de diversas superfícies foram coletadas em diferentes momentos do dia, ao longo de oito longas semanas.

A análise das sujeirinhas banheirísticas mostrou que o que se revela primeiro na superfície das coisas é o bom e velho cocô. Isso acontece porque, ao apertar a descarga, as bactérias do cocô são espalhadas pelo ambiente todo.

Felizmente, essas bactérias morrem rapidinho ao entrarem em contato com o ar gelado dos banheiros, e aí elas acabam representando “apenas” 15% dos micro-organismos que vivem no banheiro público. A maioria das bactérias presentes nos banheiros públicos são aquelas que cultivamos em nossa pele quentinhas e que, por causa do ambiente favorável, sobrevivem por mais tempo.

Tem mais
Em números, as bactérias da pele e dos ambientes externos representam 68% dos micro-organismos nojentinhos moradores desses recintos. A mais comum é a Staphylococcus – a bactéria do tipo Staphylococcus aureus é conhecida por nos causar infecções e por ser resistente a alguns antibióticos. Além das bactérias, foram encontrados também alguns tipos de vírus, como o da herpes e o do HPV.

A boa notícia é que, depois de cinco horas da limpeza nos banheiros, a população de bactérias se manteve estável, mesmo depois de vários usos. Ou seja: está tudo bem usar um banheiro público, desde que ele seja limpo de tempos em tempos.

Sempre válido lembrar também que uma das formas mais fáceis e seguras de evitar a contaminação, e isso vale para qualquer banheiro, público ou não, é uma bela lavagem de mãos. Nada de agir sem higiene e depois colocar a culpa no pobre do banheiro, hein!

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Karina Faris

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