Evento cataclísmico terá seu clímax na luta entre dois profetas, um falso e um real

1. Os muçulmanos acreditam no dia da ressurreição (al-Qiyamah) e no dia do juízo final (al-Din). Mas, diferentemente dos cristãos, eles não têm uma narrativa unificada para esses dias como a presente na Bíblia. Para os islâmicos, a escatologia (estudo das religiões sobre o fim do mundo, o juízo final e a ressurreição dos mortos) não se apoia só no livro sagrado Alcorão, mas principalmente em hadiths (ditados) atribuídos ao profeta Maomé e em sinais observados ao longo do tempo


2. Segundo certos hadiths, o fim dos tempos virá em estágios. O mundo estará corrompido e cheio de injustiças e os muçulmanos serão oprimidos. Outros sinais serão o aumento do consumo de álcool, do adultério, da luxúria (sexo), da usura (lucro excessivo) e do número de terremotos, trovões e relâmpagos. Haverá muitas mortes súbitas e muita chuva, mas pouca lavoura. Judeus lutarão contra muçulmanos, mulheres andarão nuas e casais fornicarão nas ruas

3. O Sol nascerá no lado oposto, no Ocidente. Depois, a fera falante Dabbat al-Ar (a besta da terra) aparecerá para marcar a testa de todos, diferenciando muçulmanos (crentes) e não muçulmanos (descrentes). No livro Tadhkirah, a criatura é descrita com cabeça de touro, olhos de porco, patas de camelo, orelhas de elefante, rabo de carneiro e peito de leão

4. O falso profeta Al-Dajjal desembarcará no mundo. Equivalente ao anticristo para o cristianismo, ele não está no Alcorão, mas é famoso nos hadiths e na escatologia islâmica como um todo. É descrito como um homem horrível, cego do olho direito, com a palavra Káfir (“infiel”) marcada na testa, e pretende converter muçulmanos para seu lado. Sua chegada é um prenúncio do juízo final

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Karina Faris

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