O BitTorrent estabelece uma rede de compartilhamento que privilegia sua própria ampliação. Mas ela é completamente dentro da lei

Baixar por torrent consiste em coletar fragmentos de um mesmo arquivo no computador de usuários que compartilham o conteúdo ou estejam fazendo download do mesmo documento. Isso é o que diferencia o compartilhamento por torrent de outras formas de download entre só dois usuários (peer to peer, ou P2P): a transferência de dados acontece entre vários computadores que disponibilizam o mesmo arquivo.


Numa transferência convencional, o usuário baixa o arquivo de apenas um servidor. A sacada do protocolo BitTorrent é que o download também é realizado a partir de computadores que contenham apenas partes do arquivo, e não somente de quem baixou ele inteiro.

Saiba como acontece o processo:
1) O arquivo com o final “.torrent” é armazenado na rede com dados sobre o seu download: em quantos e em quais fragmentos o arquivo está dividido, o endereço para compartilhamento etc.

2) A localização dos pacotes que formam o arquivo a ser baixado e a disponibilidade deles são indicadas por um tracker: um servidor que intermedia a conexão entre os usuários do protocolo (peers).

3) Um arquivo é dividido em pacotes de cerca de 250 kb, que podem ser transferidos fora de ordem, de várias fontes. Como é feito de pouco em pouco, o download também pode ser pausado e recomeçado de onde parou.

4) O tracker indica as partes do arquivo com menos cópias na rede. O download começa por pacotes mais raros, pois, assim, eles são “duplicados”: quem baixa essas partes também se torna um uploader delas. É por isso que o download via torrent começa lento e depois acelera.

5) Usuários que mantêm os arquivos baixados disponíveis viram seeders (semeadores). No sistema, quem compartilha muito tem mais velocidadede download. Por outro lado, quem só compartilha enquanto baixa é chamado de leecher (sanguessuga) e tem menos prioridade na rede.

MAS É PIRATARIA?
Como é só um protocolo de compartilhamento de arquivos, o BitTorrent não tem nada de ilegal

Trocar arquivos pode! O que é fora da lei é compartilhar conteúdo com direitos autorais sem autorização. Por isso, trackers e sites de busca de arquivos “.torrent”, como o The Pirate Bay, são perseguidos. Apesar das intervenções da Justiça, o The Pirate Bay, continua no ar, indexando cerca de 4 milhões de arquivos. Para fugir das autoridades, o site já escondeu servidores em cavernas, quis comprar uma ilha e planeja guardar seu conteúdo literalmente na nuvem, em drones (aviões não tripulados guiados por GPS).


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Karina Faris

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