Se você se lembra das aulas de Ciências na escola, deve ter aprendido que uma mudança mínima na inclinação da Terra pode te deixar tremendo de frio no inverno.

Se você se lembra das aulas de Ciências na escola, deve ter aprendido que uma mudança mínima na inclinação da Terra pode te deixar tremendo de frio no inverno. Mas por que o fato de estarmos milhares de quilômetros mais próximos do Sol não está nos fazendo derreter de tanto calor? Será que realmente não muda nada na temperatura?


Bom, na verdade, a distância entre nosso planeta e o Sol impacta bem pouca coisa quando o assunto é a temperatura que sentimos, já que o que realmente influencia o calor ou o frio é o ângulo de inclinação do nosso planeta. Não entendeu? Calma, a gente explica.

Se a luz solar atinge o planeta com 90° de inclinação, a Terra recebe os raios da forma mais direta possível, de modo que o calor chega ao Trópico de Capricórnio. A região daquela área então tem luz direta, o que significa que os lugares mais distantes recebem um calor mais fraco.

A nossa distância faria diferença se o Sol aquecesse nosso planeta por meio de convecção, um processo em que é o ar que leva o calor para o alvo – de forma bem parecida, aliás, com o que ocorre no forno da sua casa. Porém, como o espaço é puro vácuo, os raios solares chegam à Terra por ondas eletromagnéticas, que funcionam de forma um pouco diferente. Nesse caso, essas ondas trazem energia que aquece as moléculas no ar e na terra – em vez de já estarem quentes quando chegam e simplesmente transferirem o calor.


Como o Sol está a aproximadamente 149 milhões de quilômetros de distância do nosso planeta, a temperatura da radiação pode mudar, mas mesmo assim não faz diferença alguma para nós. Porém, quanto mais forte a luz solar é, mais energia ela está carregando. Assim, o que importa é a intensidade dos raios solares, não a nossa proximidade ou a distância do Sol. Se fosse assim, imagine como seria difícil suportar os invernos!

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Karina Faris

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