Pode não parecer, mas tirar centenas de fotos para ficar ganhando like em rede social é um hábito que pode virar doença

É uma compulsão que consiste em tirar fotos de si em número excessivo.Geralmente, o paciente posta essas selfies em suas redes sociais para receber aceitação por meio de likes e comentários. Apesar de já ser reconhecida por alguns profissionais e debatida em consultório desde 2014, a síndrome de selfie não foi catalogada na quinta e última versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês), lançada também naquele ano. Caso uma pessoa perceba os sintomas em si, é importante procurar um especialista. Os tratamentos podem envolver uma diminuição no contato com a tecnologia, além de psicoterapias atreladas a um uso de remédio psiquiátrico.


QUEM SOU EU?
A síndrome de selfie se caracteriza por uma necessidade obsessiva em tirar autorretratos, seguida de uma necessidade de aprovação externa – no caso das redes sociais, em forma de likes. Ela pode estar atrelada a um grau avançado de transtorno de personalidade narcisista e/ou ao transtorno do corpo dismórfico (TCD). O TCD é um transtorno relacionado à imagem corporal, ou seja, o indivíduo possui uma preocupação excessiva, e muitas vezes irreal, com sua aparência

DISLIKE
Os sintomas podem variar entre baixa autoestima, insegurança, dificuldades nas relações interpessoais, agressividade e dificuldade de conexão com o mundo real, entre outros. Se o problema não for tratado, o paciente pode desenvolver depressão em níveis alarmantes. O britânico Danny Bowman, primeiro a admitir ter o problema publicamente, em 2014, tentou cometer suicídio após perceber que jamais tiraria a selfie perfeita
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Karina Faris

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