O império Asteca dominou a região central de onde hoje está o México por aproximadamente 200 anos, entre os séculos XIV e XVI, mas logo após a chegada europeia ele foi rapidamente colonizado e sua cultura, quase esquecida.

O império Asteca dominou a região central de onde hoje está o México por aproximadamente 200 anos, entre os séculos XIV e XVI, mas logo após a chegada europeia ele foi rapidamente colonizado e sua cultura, quase esquecida. Muitas pessoas atribuem essa velocidade de conquista ao fato de os espanhóis terem sido confundidos com deuses logo na chegada. Parece até razoável, considerando as diferenças tecnológicas entre os povos, mas será que essa história é verdadeira?


Apesar de hoje sabermos que havia um sistema de escrita, religião e exércitos, a política asteca era bem primitiva. Em sua chegada, Hernán Cortés encontrou uma organização de várias tribos, que eram subordinadas à cidade principal de Tenochtitlan, onde hoje fica a Cidade do México. O mais importante para o governo era o recolhimento de impostos, deixando de lado as questões políticas e de dominação, o que aumentava a possibilidade de revoltas.

Diante disso, os espanhóis foram criando alianças com tribos descontentes com o governo central à medida que avançavam para a capital, pois cobravam impostos também, mas ofereciam proteção contra os temidos guerreiros astecas. Assim, a colonização ocorreu rapidamente e de forma muito efetiva, pois tinha auxílio dos próprios colonizados. Quando os povos que se aliaram perceberam a jogada, já era tarde demais.

A questão de confusão com deuses até existiu, mas não da maneira simplória como conhecemos. Segundo o que se sabe, parece que essa história só surgiu décadas depois da conquista da região. Como os nativos não se conformavam com uma derrota tão brutal, após a tomada da capital, começaram a supor que os invasores poderiam ser deuses, em virtude da força tão grande (os espanhóis possuíam armas, o que era uma vantagem imensa). Aliado a isso, os espanhóis souberam da história e começaram a usar essa posição quase divina, na qual foram colocados, para promover ainda mais seu avanço.
Compartilhe:

Karina Faris

Poste um Comentário: