O conceito de felicidade varia de pessoa para pessoa, e existem fatores genéticos também que fazem com que alguns indivíduos sejam superfelizes e vejam sempre o lado colorido da vida enquanto outros parecem mais apáticos e menos suscetíveis à alegria.

O conceito de felicidade varia de pessoa para pessoa, e existem fatores genéticos também que fazem com que alguns indivíduos sejam superfelizes e vejam sempre o lado colorido da vida enquanto outros parecem mais apáticos e menos suscetíveis à alegria.


Algumas áreas da nossa vida acabam influenciando a forma como percebemos a felicidade, e então podemos falar de trabalho, relacionamentos amorosos e familiares, metas de vida e por aí vai.

No entanto, um grupo de pesquisadores reparou que, como é difícil que todas as pessoas sejam realmente realizadas em termos de trabalho, por exemplo, o que pode mesmo ser avaliado é o que fazemos com o nosso tempo livre.

Essa análise contou com a participação de 1 milhão de adolescentes norte-americanos, que relataram ao longo de vários anos quais são suas atividades quando têm tempo livre e que também falaram sobre o quanto se sentem felizes ou infelizes.

Resultados

Os dados foram colhidos anualmente desde o ano de 1991, e os adolescentes eram questionados sobre sua felicidade de um modo geral e sobre como eles usavam seu tempo livre. A análise revelou que aquelas pessoas que passam mais tempo com seus amigos, fazendo atividades físicas, participando de atividades religiosas, lendo e até mesmo fazendo faxina são as pessoas que se consideram mais felizes.

Por outro lado, quem disse gastar seu tempo livre na internet, jogando video game, usando redes sociais ou assistindo TV foram também as pessoas que mais se consideraram infelizes. Ou seja: qualquer atividade que não envolva uma tela (de tv, de tablet, de celular, de computador) parece nos fazer mais felizes.

Em outra pesquisa experimental, algumas pessoas foram selecionadas para desfazer suas contas no Facebook por uma semana – o resultado revelou que elas foram mais felizes nesse período, que se sentiram menos sozinhas e menos depressivas.

A intenção dos pesquisadores é incentivar as pessoas em geral, e não apenas os adolescentes, a passarem mais tempo longe das redes sociais e de qualquer tela. Os adolescentes desta geração passam mais tempo usando o celular do que qualquer outra época, o que é preocupante.

Repensar

O uso cada vez mais frequente de redes sociais está criando uma geração de adolescentes com sintomas de depressão e tendências à automutilação e ao suicídio. Em comparação com a geração dos millennials, os adolescentes de hoje, da geração iGen, são muito mais depressivos e menos seguros.

Um efeito semelhante está também acontecendo com os adultos – quem tem mais de 30 anos hoje se considera menos feliz do que era há 15 anos; para piorar, os adultos estão fazendo sexo com menos frequência também. O motivo, de novo, parece estar no fato de que adultos também estão passando mais tempo diante de telas do que passavam antigamente, e isso geralmente significa que se gasta menos tempo em encontros face a face com outras pessoas, inclusive com parceiros sexuais.

Outro fator ligado ao aumento da sensação de infelicidade nas últimas três décadas é a questão financeira, e é possível que preocupações sobre carreira, dívidas e afins estejam, aos poucos, roubando a nossa alegria de viver.

Os pesquisadores também falaram que adolescentes que não usam nenhum tipo de redes sociais são mais infelizes também, o que sugere que o ideal nesse sentido das redes não é a proibição, mas sim o uso moderado – passar uma hora por dia checando seu Facebook ou conversando pelo WhatsApp já está de bom tamanho. Pode ser difícil se adaptar a essa redução de tempo, mas certamente isso fará de você uma pessoa mais feliz.

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Karina Faris

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