Drogas lícitas e ilícitas são conhecidas pela capacidade que têm de provocar dependência física e/ou psicológica.

Drogas lícitas e ilícitas são conhecidas pela capacidade que têm de provocar dependência física e/ou psicológica. Quem não usa esse tipo de substância acaba se espantando quando vê alguma notícia, por exemplo, sobre pessoas viciadas – a pergunta que fica sempre é: se todo mundo sabe que drogas viciam, por que as pessoas experimentam essas drogas e continuam a usá-las?


A verdade é que a fisiologia do vício é muito mais complexa do que imaginamos, e além disso, o consumo de substâncias com alto poder de vício pode estar atrelado a disfunções psicológicas e físicas. Confira:

1 – Vulnerabilidade genética
Existem evidências científicas de que algumas pessoas são geneticamente predispostas a se viciar em algumas substâncias – no caso do álcool, metade das pessoas que são viciadas herdou essa característica de seus antepassados, sabia? Então se você tem casos ligados a vícios na família, é preciso redobrar a atenção.

2 – Automedicação
É muito comum que as pessoas usem substâncias que viciam, como o álcool e a nicotina, para “arrumar” questões emocionais, já que essas substâncias são populares por nos deixarem mais relaxados e por nos ajudarem a esquecer dos problemas. A questão é que, com o passar do tempo, o uso do álcool e da nicotina desencadeiam ansiedade e irritabilidade, e não relaxamento.

3 – Falta de recompensas
Às vezes as pessoas precisam de alguma recompensa e, na falta de algo que não seja tóxico e viciante, acabam recorrendo às drogas, que dão prazer temporário. Por isso, é fundamental aprender formas diferentes de comemorar alguma coisa, sem que isso envolva consumir álcool, cigarro e outras drogas.

4 – Disparidade
É pequeno o número de pessoas que para de beber quando percebe que a bebida está sendo prejudicial, não é mesmo? Isso acontece porque, em seus cérebros, elas não conseguem entender que o álcool é um problema sério, e acham que a próxima bebedeira será sempre melhor e inofensiva. Nesse sentido, fazer autoanálises honestas, ainda que chocantes, é necessário para que a vontade de parar chegue.

5 – Uma relação de amor e ódio
O uso crônico de algum tipo de droga acaba fazendo com que a pessoa estabeleça uma relação de amor e ódio com essa substância. Por isso, quando as coisas não vão bem, prometem que vão parar, e quando usam a droga e se sentem felizes, se esquecem das promessas anteriores. Pessoas viciadas têm dificuldade em passar pelos períodos de abstinência inicial, quando não estão usando a droga de costume e acabam ficando com muita vontade. É preciso ter em mente que, uma vez que esse estágio acabe, será tudo muito mais fácil.

6 – Ciladas
Muitas pessoas, quando estão tentando deixar de usar algum tipo de droga, acabam caindo na cilada de “apenas um cigarro” ou “só um gole”, e, depois que cedem à tentação, acabam desmotivadas e enfiam o pé no acelerador, terminando o dia com vários cigarros fumados ou muita bebida consumida. No dia seguinte, por acharem que estão derrotadas, acabam caindo na cilada de novo, e aí o vício continua a existir.

7 – Estresse
Há claras evidências da relação entre o estresse crônico e o abuso de substâncias viciantes. Pessoas que passaram por situações traumáticas, como abuso sexual e violência doméstica, são mais suscetíveis ao uso de substâncias viciantes. Quando nosso emocional passa por altos níveis de estresse, acabamos tendo dificuldades para lidar com impulsos e também com recompensas, por isso as drogas parecem uma solução rápida e fácil.

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Karina Faris

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