Se o seu ambiente de trabalho é superestressante e se não raramente você acaba achando que só mesmo alguém com sangue frio para dar conta do recado sem surtar, saiba que, possivelmente, você é colega de uma ou mais pessoas assim.

Se o seu ambiente de trabalho é superestressante e se não raramente você acaba achando que só mesmo alguém com sangue frio para dar conta do recado sem surtar, saiba que, possivelmente, você é colega de uma ou mais pessoas assim.


Um estudo comportamental divulgado recentemente revelou que pessoas com nível primário de psicopatia, aquelas que não sentem muito medo nem empatia, são as que se dão melhor em ambientes de trabalho que exigem mais resiliência devido ao alto nível de estresse.

Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o perfil psicológico de 419 trabalhadores adultos dos EUA. Os participantes responderam a um questionário que tinha pontos como “eu gosto de manipular os sentimentos das outras pessoas” e “cuidar de mim mesmo é minha prioridade”, tendo que marcar níveis que iam do 1 ao 5, fortemente discordando ou concordando com essas sentenças.

A pesquisadora Charlice Hurst, que conduziu o estudo, explicou ao IFL Science que a psicopatia de nível primário é aquela que se manifesta através de uma tendência à frieza, à falta de sensibilidade e à manipulação. De acordo com Hurst, 100 pessoas entre os participantes demonstraram ter tendências psicopatas, mas isso não significa que essas pessoas sejam, de fato, psicopatas, já que a escala desse tipo de personalidade é bastante flutuante e precisa ser medida com mais precisão.

Mais testes

Os participantes foram convidados também a descrever suas reações diante de perfis apresentados tanto de forma construtiva quanto de maneira abusiva. Os que marcaram mais pontos dentro do espectro psicopata foram também os que reportaram se sentirem mais felizes em um cenário hipotético no qual trabalhariam para chefes exigentes e durões.

Depois disso, os voluntários tiveram que falar sobre a personalidade das pessoas que são seus líderes de verdade. Aquelas pessoas com níveis de psicopatia mais altos se sentiam menos revoltadas com chefes abusivos em comparação às sem níveis de psicopatia. Além disso, os funcionários mais psicopatas gostam menos de trabalhar com superiores “bananas”.

Os autores da pesquisa acreditam que essas descobertas podem dar sustentação à ideia de que psicopatas realmente se sentem melhor em ambientes de trabalho mais estressantes, sendo, portanto, as pessoas que mais se destacam nessas situações.

“Eu não sei se as empresas procuram funcionários que são psicopatas, mas algumas companhias parecem priorizar pessoas que são fortemente motivadas por poder, status e ganho pessoal, o que tende a ser ainda mais verdadeiro entre pessoas com alta psicopatia em comparação com aqueles que não são. Esta é uma das formas como culturas organizacionais evoluem ao longo do tempo para que as pessoas dentro da organização sejam relativamente similares”, explicou Hurst. E aí, observando seu ambiente de trabalho você acha que isso faz sentido?

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Karina Faris

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