O cientista Stephen Hawking, que morreu nesta quarta-feira , foi uma daquelas pessoas cujas opiniões sempre interessaram a todos.

O cientista Stephen Hawking, que morreu nesta quarta-feira , foi uma daquelas pessoas cujas opiniões sempre interessaram a todos. Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) quando tinha apenas 21 anos de idade, Hawking viveu para desafiar o próprio diagnóstico e, ao contrário dos médicos que estimavam sua morte na juventude, continuou se dedicando a seus estudos sobre o Universo e teve uma vida longa e cheia de realizações.



Para Hawking, sua doença, que eventualmente o deixou paralisado, fez com que ele enxergasse a morte de uma forma diferente, mais filosófica, inclusive: “Eu tenho vivido com o prospecto de uma morte prematura pelos últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas não tenho pressa de morrer. Tem muita coisa que eu quero fazer antes”, disse o físico em uma declaração ao The Guardian, em 2011.

Na mesma ocasião, ele também falou sobre vida após a morte e deixou claro que não tinha a expectativa de encontrar alguma coisa nesse sentido. Para ele, o cérebro é um computador que simplesmente para de funcionar quando uma pessoa morre: “Não há paraíso ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pessoas que têm medo da escuridão”, declarou.

A crença no divino
Sobre a questão da crença humana em fatores divinos, Hawking dizia que isso é algo natural, mas que, cientificamente, o divino não é algo que possa ser comprovado ou explicado. Para ele, não há a necessidade de um criador para que o Universo exista.

Em seu livro “O Grande Projeto”, Hawking afirma que o maior triunfo da razão humana seria conhecer a mente de Deus, mas quando questionado sobre sua possível crença em Deus, ele logo explicou: “O que eu quis dizer por ‘nós conheceríamos a mente de Deus’ é que nós saberíamos todas as coisas que Deus saberia, se houvesse um Deus, mas não há. Eu sou ateu”.

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Karina Faris

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