Tomb Raider: A Origem, com direção de Roar Uthaug (A Onda), chega com a promessa de ser um reboot da franquia cinematográfica baseada na popular personagem dos games.

Tomb Raider: A Origem, com direção de Roar Uthaug (A Onda), chega com a promessa de ser um reboot da franquia cinematográfica baseada na popular personagem dos games. O resultado, porém, não faz nenhum favor para Lara nem traz qualquer inovação para o gênero.


O longa-metragem reapresenta a história de Lara Croft, uma jovem que leva uma vida simples como entregadora em Londres enquanto renega a herança deixada por seu pai, dado como morto depois de uma viagem pelo Oceano Pacífico.

Após receber uma pista do que seu pai estava investigando na época, ela parte em uma aventura para descobrir o segredo por trás da ilha de Yamatai e a misteriosa lenda de Himiko – trama que fez parte do jogo de Tomb Raider lançado em 2013.

Há diversas sequências claramente inspiradas em desafios e missões dos games; por exemplo, quando Lara precisa descobrir como abrir um portal ou saltar de uma plataforma. Apesar de serem homenagens à mídia de origem da franquia, essas cenas não funcionam cinematograficamente, talvez porque o filme esquece que os meios têm lógicas diferentes.

O roteiro do longa-metragem é também bastante fraco na construção da narrativa, recorrendo aos clichês mais básicos para apresentar a personagem. Há trocas de diálogos que são quase vergonhosas, com algumas frases de efeito que deveriam nos fazer rir – mas não alcançam o objetivo.

É uma pena que o resultado da produção seja decepcionante e que, mais uma vez, tenhamos uma adaptação apenas razoável de um título dos games. Parece que Hollywood ainda não descobriu como traduzir melhor uma trama dos jogos para os cinemas.


Compartilhe:

Karina Faris

Poste um Comentário: